F1: Bernie Ecclestone quer acabar com motores híbridos

Por a 5 Janeiro 2017 17:18

Bernie Ecclestone começou o ano a tentar criar polémica e volta a defender que a única maneira de melhorar o espetáculo e permitir a outras equipas acabar com o domínio da Mercedes é acabar com os motores híbridos. Esta foi uma área em que o responsável pela F1 se viu obrigado a fazer concessões à FIA e aos construtores, que queriam mais tecnologia relevante para a estrada.

Ecclestone foi entrevistado pelo jornal alemão Sport Bild, a quem confessou que “a vantagem da Mercedes no motor é muito grande. Por isso é preciso introduzir novos regulamentos o mais depressa possível. Não interessa o quê, desde que acabem os híbridos”. O ainda chefe supremo da F1 não acredita que existam alternativas dentro dos regulamentos de 2017 para permitir às adversárias lutar de igual para igual com a Mercedes, adiantando que “a Red Bull acha que pode dar a volta com melhor aerodinâmica, mas eu não acredito”.

Para Bernie Ecclestone, os motores híbridos podem indicar o futuro dos carros de estrada, mas os F1 não têm que ser carros de estrada, defendendo que “o público quer ver algo de especial. Querem ver motores potentes e barulhentos que apenas podem ser controlados pelos melhores pilotos do mundo. Os jogadores de futebol não usam sapatos ortopédicos só porque eles são populares”.

Mantendo o foco no valor do entretenimento da F1, volta também a querer simplificar as regras, que “são demasiado complicadas. Como é que uma pessoa vai ver uma corrida e perceber o que se passa em pista. Nem os pilotos sabem o que podem e não podem fazer. Deixem-nos dar toques uns nos outros. Eles aguentam”. Ecclestone também voltou a propor o formato de duas corridas de sprint, que “são mais interessantes que um longo Grande Prémio chato”.

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15 comentários

  1. Frenando_Afondo™

    5 Janeiro, 2017 at 17:46

    Este faz campanha para o bolso dele, nada mais.

    Portanto, vamos mudar tudo outra vez e voltamos ao mesmo problema: uma equipa acerta e domina durante anos, até que as outras finalmetne descobrem o porquê do domínio e depois lá vem algum equilíbrio.

    Depois vem este dizer que as regras têm de voltar a mudar e vira o disco e toca o mesmo.

    E duas corridas de sprint? Isto é Formula 1 e uma das coisas que faz estes pilotos serem fora-de-série é aguentarem as 60 e tal voltas ou duas horas a aguentar forças G´s superiores aos outros desportos, não é andarem a fazer duas corridinhas curtas, para isso já existem outras modalidades.

    Ó Bernie, se achas assim tanto que tens as respostas todas, porque não crias uma modalidade alternativa? Com motores V12, as regras que tu queiras, 3 pilotos por scuderia, duas corridas sprint, bla bla bla… Ah pois… Não podes colar o autocolante a dizer “formula 1” né? Lixado…

  2. antonio

    5 Janeiro, 2017 at 18:40

    quer carros com barulho e com Power então não seja tão picuinhas nas regras

    • João Pereira

      5 Janeiro, 2017 at 21:41

      Não é ele que faz o regulamento técnico.
      Que diabo, o homem é um ex vendedor de carros usados e pneus carecas, não é nenhum engenheiro.

  3. João Pereira

    5 Janeiro, 2017 at 18:51

    Nesta altura, se os motores Híbridos acabarem, os construtores saem todos, talvez com excepção da Ferrari, e provavelmente é o que o Bernie quer, acabar com o poder dos construtores, e provavelmente aparecer com um motor único, feito na Mecachrome (que já faz os GP2 e GP3), ou outra qualquer, que possa depois receber a denominação de patrocinadores, e talvez até um chassis único feito pela Dallara que já faz os da HAAS e também os GP2 e GP3.
    Ou seja: de um lado o Bernie que quer dinheiro, do outro o dinheiro dos patrocinadores, para além de que as negociatas com a Dallara e a Mecachrome deveriam também valer muito mais.
    Basicamente o que Bernie quer, é acabar com a F1, e passar a ter uma GP1, para alinhar com a GP2 e GP3.
    Os construtores, nem se vão importar muito, porque o que está a dar cada vez mais é a Formula Humming com cheiro a curto-circuito.
    Quem perde, são os fans da F1, cujo espírito se vai perdendo cada vez mais, e que Bernie quer liquidar com uma última machadada, antes de ele próprio sofrer o AVC que já tarda há muitos anos.
    Por mim, creio que está na hora de começar a dar ainda mais atenção ao MGP, WEC e GT, se bem que não gostei nada da graçinha de Macau, quando um rapaz (não digo o nome para não o envergonhar mais)se vira de patas para o ar depois de ter sido ultrapassado, vence a corrida e com isso ainda vence o campeonato FIA GT, mas isso já é outro tema de conversa e que dá pano para mangas.

    • Paulo Rocha

      5 Janeiro, 2017 at 20:31

      Falando do que se passou em Macau, eu até me vou pôr na pele do Laurens Vanthoor, e pensar da seguinte forma;
      estou em primeiro na corrida, mas se fõr ultrapassado antes da curva Lisboa, despisto-me e bato nos rails exteriores da curva e capoto.
      Como eu fico no meio da pista,em posição perigosa, o director de corrida em 2 segundos, mostra a bandeira vermelha, acaba a corrida e eu sou Campeão do Mundo de GT.
      Simples e clarinho como água…….

      • João Pereira

        5 Janeiro, 2017 at 21:39

        Há malucos para tudo, mas sinceramente não vou por aí. Ele não poderia ter a certeza de que a corrida não seria retomada, nem podia ter a certeza de que não partia un tornozelo e já não iria á corrida seguinte.
        O que eu acho, é que isto aconteceu por causa dos horários de televisão que têm que ser cumpridos, e não havia tempo para retomar a corrida. A regra que foi aplicada, é muito antiga, feita num tempo em que a televisão não pagava tanto, e se tivesse que terminar a transmissão, ficávamos a saber o resultado depois no telejornal.
        Compreendo que a corrida não pudesse ser retomada por falta de tempo, mas nesse caso, esta regra devia ser alterada, porque os horários de televisão não podem condicionar o resultado das corridas, e muito menos os de um campeonato.
        A regra não está adaptada à nova realidade das corridas transmitidas pela televisão e é a FIA que tem que mudar a coisa, porque é uma regra base dos desportos motorizados, e não de um campeonato isolado organizado por um qualquer promotor, neste caso é mesmo um campeonato FIA: o FIA GT!!! Não é o Blancpain ou um campeonato nacional italiano, françês, inglês, americano, alemão ou de qualquer outro país… Japão, Australia, USA… Mas todos esses, e até a F1, WEC… CNV, mas todos são baseados nessa regra, e o mesmo pode acontecer em qualquer um deles e falsear um resultado, para além de comprometer irremediavelmente a verdade desportiva e bom nome do Automobilismo de Competição.
        É um ponto de vista diferente do seu, mas creio que também é simples e claro como água.
        Cumps.

    • Frenando_Afondo™

      6 Janeiro, 2017 at 4:19

      Eu acho que deviam era banir e proibir tudo, a FIA de certeza que ia apoiar a ideia.

  4. Paulo Rocha

    5 Janeiro, 2017 at 20:37

    Este Sr tem o complexo de heroi……
    Tem de estar sempre nas bocas do mundo, seja por que motivo fôr! Por isso só dá trela à conversa quem quiser…

  5. Iceman07

    5 Janeiro, 2017 at 22:03

    Bwoah… para mim tanto faz.
    Mas desde que mudamos para os híbridos ainda não ganhei nenhuma corrida. Por isso acho que devia voltar os V10/V8 do meu auge!
    (Bernie porque no te calas?)

  6. asfalto

    5 Janeiro, 2017 at 22:15

    Concordo quanto a alterar aos motores, sem dúvida. Se á coisas que nunca vou esquecer, foi na primeira vez que fui ver F1, saí do carro frente á bancada (A, nessa altura decorriam treinos livres, fiquei a tremer com tanta adrenalina ao ouvir o barulho dos motores. Agora ouvir secadores de cabelo, quem quiser que pague para ver. Nem nunca iria ver uma corrida de carros elétricos.

  7. licbal

    6 Janeiro, 2017 at 22:49

    Mas quem é que ainda dá importancia a este desporto ? para ver é preciso pagar canal quase especial aqui em Portugal ,estes carros já foram maquinas fora do comum , mas hoje o pessoal tem mais coisas que fazer que estar a perder tempo com carrinhos .

    • Iceman07

      7 Janeiro, 2017 at 3:13

      Quem vê F1 há vários anos interessa-se sempre, mesmo que a F1 esteja uma grande me***
      É como uma droga…

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