No GP de Singapura foram várias as queixas no rádio de pilotos que não conseguiam passar retardatários. Numa pista tão especifica como Singapura em que o “ar sujo” provoca ainda mais dificuldades aos pilotos, estar atrás de um piloto que está a uma volta de distância, torna-se difícil de gerir para quem os quer passar.
O caso mais falado foi o de Grosjean que demorou muito a sair da frente de Hamilton, por estar em luta com Sirotkin o que permitiu a aproximação de Verstappen a Hamilton. O francês foi penalizado e originou mesmo um pedido de desculpa de Charlie Whiting ao líder do campeonato. Também Bottas ficou “entalado” atrás de Hulkenberg não conseguindo chegar-se o suficiente à traseira do Renault para que as bandeiras azuis sejam mostradas.
Toto Wolff, que viu os seus pilotos a serem prejudicados, comentou a situação:
“Num primeiro momento, obviamente, ficamos chateados por termos perdido a diferença”, disse o chefe da Mercedes. “Mas temos de aceitar que eles estão a lutar por posições e tentando fazer o melhor para a sua corrida. E nós temos que respeitar isso. Eu acho que os pilotos precisam discutir isso entre si – se os líderes chegarem, e estiverem próximos, talvez devam ter uma perspectiva mais global sobre o que está acontecer atrás deles. Num carro de corrida, às vezes, não se sabe o que está a acontecer e apenas se vê que o líder a chegar, enquanto se luta por uma posição. Temos respeitar a luta de todos.”
Quanto às reclamações de Bottas, Wolff acredita que a diferença entre os 1,2s,necessária para desencadear bandeiras azuis, deve ser analisada.
“Ele [Bottas] estava chateado porque não podia chegar-se a Hulkenberg. Kimi teve menos dificuldade, mas quando olhamos para o Daniel, que estava com pneus ultra-macios novos, provavelmente dois segundos mais rápido que Kimi, ele não o conseguiu ultrapassar também. Acho que é algo que temos de avaliar, se o intervalo de 1.2s, é uma ajustado para os circuitos citadinos. Mas é uma regra e nós temos que a respeitar. Se a podemos optimizar no futuro, temos de olhar para ela.”
As bandeiras azuis continuam a dividir algumas opiniões se por um lado permitem que os líderes não sejam importunados e que alguns “esquemas” surjam, por outro atrapalham a vida dos retardatários que estão a fazer a sua corrida e que por vezes são apanhados no meio de uma luta. Foi o que aconteceu com Grosjean, que intencionalmente ou não, não viu as bandeiras azuis pois está no meio de uma acesa luta com Sirotkin. Será um assunto que por muito que seja revisto, nunca deverá obter um consenso.












