F1, Andreas Seidl: “Estes são tempos difíceis para todos”
Ontem chegaram boas notícias para as equipas mais pequenas com a aprovação dos novos regulamentos e do novo teto orçamental. Mas na McLaren os tempos são difícieis.
Toda a operação da marca será reestruturada o que poderá implcar menos 1200 postos de trabalho, num grupo que emprega 4000 pessoas. Só no departamento da F1 serão 70 pessoas que terão de sair. Mas a equipa prepara-se agora para redimensionar a sua operação e aponta para um futuro mais risonho.
“Estes são tempos muito difíceis para todos”, disse Andreas Seidl, chefe da McLaren. “Houve meses de trabalho duro em circunstâncias difíceis, mas é ótimo ver como, sob a liderança da FIA e F1, todas as equipas se uniram para definir as ações corretas para navegar esta crise e trabalhar em direção ao futuro para um desporto sustentável , que permitirá que todas as equipas participem em condições de igualdade.”
“Ficou claro para todos há algum tempo que um limite orçamental seria aplicado e pressionamos por um limite mais baixo para apoiar um desporto financeiramente sustentável. É um grande desafio pela frente.”
“Ajustar a maneira como trabalhamos e dimensionar corretamente a equipa para esse novo limite nos próximos meses é uma tarefa enorme e dolorosa e, tristemente significará a perda de membros da equipa, mas nosso objetivo é ser o equipa mais eficiente no futuro. A cooperação e o entendimento dos membros de nossa equipa foram ótimos e, com o fecho das fábricas a chegar ao fim, é importante que a equipa tenha clareza sobre os vários regulamentos, o que agora nos permitirá começar a trabalhar novamente nos nossos carros e entender as implicações do regulamentos para o futuro “.
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831AB0
28 Maio, 2020 at 12:23
Nada que ver com o Andreas Seidl, a McLaren, os tempos difíceis que vivemos ou mesmo a F1. Vou usar este espaço porque não posso fazê-lo no lugar próprio, já que é impossível comentar artigos no Auto+.
Estive a ler o artigo sobre o Lancia Delta Integrale (assunto que, como podem deduzir do meu «avatar», me interessa profundamente) e fiquei chocado com a falta de qualidade ali patenteada. É a colocação de acentos agudos nos artigos «à» e «às», é os erros de sintaxe, o vocabulário limitado e mesmo a incapacidade do autor em compreender algo tão simples como o aforismo «sair melhor que a encomenda», que tem o sentido exactamente oposto ao que o autor lhe dá. Demasiado mau, mesmo segundo critérios amadores.
Depois são as imprecisões do conteúdo. Como é possível que alguém que se arroga a qualidade de jornalista de automóveis não saber que o Lancia Delta, mesmo na sua versão de base, era um carro com um comportamento desportivo e uma dinâmica absolutamente fora de série? E que foi precisamente por ter uma base tão sã (o autor diz que era uma base «humilde e sem grande interesse», o que significa que não faz ideia do que diz) que teve sucesso no Grupo A? Não sabe, por exemplo, que os Grupo A desse tempo tinham de manter os pontos de ancoramento das suspensões inalterados em relação aos dos automóveis de série?
Há dias li um lamento do autosport.pt por não ter recebido apoios governamentais no âmbito do Covid-19. Qual a surpresa? Os decisores, depois de ler artigos como este, devem ter pensado que estariam a desperdiçar dinheiro público para apoiar a mediocridade.
Peço ao autosport que tenha mais cuidado com o que publica. Não é este o caminho para ser um órgão de comunicação social de referência.
Pity
28 Maio, 2020 at 12:38
Sim senhor, desta vez fez uma crítica construtiva e não como outras vezes, que era só “bota abaixo”. Continue assim sempre que tiver de criticar.
Rui Couto
28 Maio, 2020 at 14:38
Totalmente de acordo com a sua opinião. O texto é muito fraquinho e chega a roçar o ridículo.
jo baue
28 Maio, 2020 at 13:24
Curiosamente nao faz referencia aos 37M, de libras esterlinas, da ultima tranche q o Dennis recebeu deles em 2019 ( ver a Forbes). Ou dos 3 carros do património histórico q cederam agora.
Esperemos q os cidadão e contribuintes britanicos estejam atentos à gestao deles, foi do bolso deles q saiu o dinheiro para pagar a grande parte dos trabalhadores 80% da sua remuneraçao. Esta era uma duvida da Pity. Provavelmente na imprensa q lê (cheia de fanboys ingleses) o assunto é varrido para debaixo do tapete, mas pesquisando por Job Retention Scheme no R.U. chega-se lá.
Pity
28 Maio, 2020 at 13:45
Os assuntos que refere no primeiro parágrafo não são do departamento do Seidl, mas do Brown.
Quanto ao resto, parece que está a confundir o lay-off com o fundo de desemprego, mas muito obrigada por dizer aonde eu devo ir pesquisar, mas não vou, prefiro que alguém que lá viva, diga sim ou não.
E deixe lá a treta dos fanboys, se não quer que eu lhe chame “RogerM”
jo baue
28 Maio, 2020 at 17:04
Ah sim? Entao o TP da McLaren Seidl vem com conversas sobre orçamentos e RH da mcl,e dp nao tem
também responsabilidades na matéria?Nesse caso o q dizer do TP Toto quando fala de tudo e todos nessa qualidade…?
Nao vejo como é posso estar a confundir lay-off e fundo de desemprego, mas enfim…
Olhe q chamar os brundles os coulthards ou os joes sawards de fanboys é quase carinhoso.
Pity
28 Maio, 2020 at 17:40
IRRA! Eu quero lá saber do Brundle e companhia. Sou Portuguesa, leio jornais portugueses, vejo televisão portuguesa.
Preocupe-se com a sua querida Ferrari, que não tem culpa de ter os adeptos que tem e deixe as outras equipas e seus dirigentes em paz.
Frenando_Afondo™
28 Maio, 2020 at 18:44
Lay-off a pessoa continua (tecnicamente) empregada, mas recebe somente dois terços do salário. O valor que aufere continua a ser descontado por inteiro para a reforma. Desemprego é óbvio, és despedido e recebes o subsídio de desemprego do que quer que seja que tenhas descontado (se não me engano, durante dois anos) e claro, durante esse período não descontas para a reforma.
Por isso sim, estás a confundir Lay-off com desemprego.
jo baue
28 Maio, 2020 at 18:59
— Ó Pity, só falta ter um nickname português!lol
–Ó rapazinho, foste a correr à net né? Diz lá onde é q eu misturo uma coisa com a outra, vá lá entao !Houve suspensao temporária (por lapso escrevi antes provisória) dos contratos de trabalho( em alguns outros, reduçao do período normal de trabalho) e nesse período foram os contribuintes britanicos q arcaram com 80% da retribuiçao devida, nao disse mais do q isso, nem sequer falei em desemprego, cuja causa pode nem sequer ser o despedimento.
Frenando_Afondo™
28 Maio, 2020 at 18:48
A minha pergunta neste tipo de reestruturação, desempregos, redução de pessoal e afins é: está a ser feito para assegurar a sustentabilidade da empresa, ou é para terem dinheiro para pagar os dividendos aos investidores…? Porque uma coisa é estarem a fazer isso para que a empresa sobreviva e ao mesmo tempo congelem os pagamentos a investidores. Outra é o que descrevi acima, tirar de uns para dar a outros… Espero que a Mclaren esteja a fazer a primeira opção.
E para quem anda a mandar bocas ao Brown. Isto não tem muito haver com ele, ele só pode mandar na Mclaren F1 team, os tais 70 que vai mandar embora. E mesmo assim, esses 70 foi ele que decidiu mandar embora ou foram o CEO e os CO´s da Mclaren group que lhe disse “Zak, tens de reduzir em x% a o tamanho da tua estrutura”. Porque aqui mais uma vez, há uma grande diferença… E Zak Brown não manda na Mclaren Group ou na Mclaren Cars. Manda na Mclaren F1 Team.
Jo Picanço
29 Maio, 2020 at 0:04
Concordo plenamente consigo .
Muito bem escrito .