F1: Alonso deixa a porta aberta para sair em 2018
Fernando Alonso admitiu novamente que pode sair do projeto McLaren-Honda no final da temporada. Depois de mais um fim de semana péssimo em que desta vez nem arrancou para o Grande Prémio da Rússia, o espanhol tentou ser politicamente correto: “São coisas que acontecem no desporto”.
“Tentei pilotar o mais rápido que podia, ajudar a equipa da forma que podia e agora vou para casa. A seguir é Barcelona mas se chegar lá e não conseguir começar o que vou fazer? Eu faço o meu trabalho, mas alguém não está a fazer o seu”, afirmou Alonso, que vai participar na Indy 500 no final do mês, mas insistiu que não vai trocar a Fórmula 1 apesar da frustração atual. “F1 é a minha vida, espero que consiga melhorar a situação”, referiu também o piloto asturiano. Sobre 2018 Fernando Alonso não quis falar muito, apesar de indicar que pode sair: “Veremos o que acontece a cada um de nós”.
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Jabba
2 Maio, 2017 at 11:13
Acho que o Alonso deve ter perdido muitos inimigos. É que já dá pena ver um dos melhores pilotos do plantel a ter de aturar tanta incompetência. Não se admite que uma marca como a Honda, em que tinha claramente um unidade sólida o ano passado, e este ano parece que começaram do zero! A Renault também optou por uma versão totalmente diferente da do ano passado, e não estamos a assistir a nada disto.
Espero que o Nando vá para a Renault rápidamente, o Palmer é outro que dá pena, mas por outras razões…
Speedway
2 Maio, 2017 at 11:35
Penso é que o Alonso deve estar à porta é de abandonar a F1. É um piloto que se tem vindo a desvalorizar ano após ano,por culpa não propriamente dele, mas de decisões estratégicas erradas.
O seu valor é hoje muito mais baixo que há anos atrás e tem vindo sempre numa carreira descendente.
O espanhol coitado,que tem um talento enorme, arrisca-se assim cada vez mais a sair pela porta dos fundos, numa carreira algo trocada em que passou pelas melhores equipas mas no momento errado!
Há pilotos assim.
Edge
2 Maio, 2017 at 12:17
Como sei que muito gente não leu o que já escrevi, volto aqui a colocar o que já coloquei num outro artigo sobre a Honda;
“Segundo um especialista mecânico britânico, o problema não está na concepção do motor, pois apesar de usar novamente tecnologia vanguardista na concepção do mesmo, o problema do motor está na vibração que o mesmo produz no processo de combustão quando os pistões comprimem a mistura do oxigénio com o combustível.
Ele diz que o motor no dínamo estava a trabalhar às mil maravilhas até Dezembro, aquando da mudança forçada do fornecedor de combustível da Mobil para a BP e que foi esta mudança que deitou todo o trabalho para o lixo, pois o novo motor fui concebido para usar Mobil e não BP. E que é o combustível que não interage convenientemente com a mistura do oxigénio nas proporções corretas.
Basicamente, o combustível BP não “queima” de forma eficaz e com isso, não gera a potência inicialmente prevista, provocando ainda muita trepidação.”
&…
“O combustível faz uma enorme diferença e desde que os motores se tornaram turbo e passaram a ser mais pequenos, o combustível ganhou uma enorme preponderância para ganhos de cavalos.
O problema da BP, segundo o especialista, é que a mesma não estava minimamente preparada para esta entrada em cena com a Honda, assim como os nipónicos não os estavam em 2015.
O mesmo diz, que logo nos testes viu a impreparação da BP, quando não viu um único carro/camião de apoio nos testes de Barcelona, ao contrário da Mobil, da Petronas ou da Shell.
Ele diz que neste momento a BP não consegue mudar nada para ir ao encontro dos motores Honda, pois não sabem qual a especificação dos combustíveis e óleos da Mobil aquando a construção e testes do novo motor. A solução passa apenas por construir um novo motor em conjunto com a especificação do actual fornecer BP.
Essa possibilidade inclusive já foi adiantada pela Honda.
2017 é novamente um ano perdido para a McLaren e para a Honda.”
Luis
2 Maio, 2017 at 14:30
Boas
É mais uma face da questão o JOGO do Empurra culpado nem velo e antes da pré época o que importava era a cor do carro vamos lá saber quem tem razão.
Jabba
2 Maio, 2017 at 15:08
Obrigado pela informação. De qualquer maneira isto só comprova como por ali há falta de bom senso, pois são “enterranços” uns atrás dos outros. Esta desculpa que apresenta não é válida para uma estrutura como a McLaren ou Honda. Quem se deve rir no meio disto tudo é o Sr. Ron Dennis.
Apesar de todo o apoio que até aqui tenho dado já não aceito mais desculpas.
Edge
2 Maio, 2017 at 18:33
A questão do combustível não é uma desculpa, é uma consequência de terem mudado de fornecedor a meio de um desenvolvimento.
Acredito que a McLaren como casa mãe do projecto de F1, poderia ter salvaguardado a saída da Mobil, no entanto, parece que a saída foi inesperada deixando a equipa inglesa sem grandes alternativas.
A Honda então o que poderia fazer? Construiu um motor com um parceiro que decidiu sair do mesmo em Dezembro. Agora tem de construir um novo com a BP.
A BP essa é a menos culpada.
O problema da McLaren é histórico e nasceu com o Ron Dennis, chamasse Arrogância.
Arrogância do “só nós sabemos tudo” e “somos melhores que todos”. “My way or the highway”
Já o disse muitas vezes e muitas vezes o direi, a culpa da actual situação da McLaren é pura e exclusiva do Ron Dennis.
Foi ele que deixou escapar o seu piloto mais mediático para a Mercedes porque tinha uma má relação com ele. A Mercedes assim que se apanhou com o Hamilton cagou para a McLaren.
Esta saída, levou também a saída da Vodafone.
Era ele que pedia 90 milhões de dolares para patrocinarem a equipa.
Foi ele que escolheu a Honda, um construtor sem experiência na nova Formula 1. O resultado está a vista de todos. Não gosta de ser 2º? Prefere ser ultimo.
Se ele se está a rir, só se for por ter destruído uma equipa histórica como a McLaren.
A Honda nunca mais vai ser competitiva ao nível da Mercedes ou Ferrari, se até ao ano passado estava 1 ano atrás, neste está 2 anos atrás.
A McLaren tem de ser humilde, voltar a equipar Mercedes e de preferência com combustíveis Petronas. Não consegue ganhar campeonatos, mas ao menos luta por pódios e com a Red Bull pelo 3º lugar. Agora como está é que não.
Nuz18t
2 Maio, 2017 at 23:20
Sem duvida que o combustivel sempre foi e é um factor importantissimo, mas nao acho que o problema seja só esse! A Honda nao ia aceitar as culpas todas se o problema fosse só esse! Nunca ouvi a Honda queixar se da Mclaren por esta ter mudado o patrocinador de combutivel e lubrificantes, cabe á Honda escolher o combustivel e os oleos para os motores que fabrica (regulados pela fia, claro), independentemente do patrocinador da Mclaren. Cps
Jabba
3 Maio, 2017 at 12:41
Primeiro é preciso termos consciência de que a McLaren que conhecemos hoje em dia é fruto do trabalho de Ron Dennis. Apesar dos defeitos, para se ser lider é preciso ter um carácter forte e determinação. E não é fácil lidar com “EGOS” como os dos pilotos. Pode ter errado ao longo da carreira, mas isso é a consequência de se ser lider. Se for olhar para o palmarés da McLaren vai ver que acertou muitas vezes. Foi ele que “recrutou” Hamilton e se este está hoje na F1 ao “tio” Ron deve. Não podemos falar de coisas de bastidores que apenas conhecemos o que vem nas notícias, não sabemos ao certo o que terá acontecido para ter saído da McLaren. Não quero com isto tomar posição, apenas expor a verdade.
E já que fala na escolha da Honda, eles o ano passado demonstraram ter capacidade para produzir uma unidade motriz forte.
Continuo com a opinião que a liderança da equipa não tem sido boa, e já vimos com a Red Bull qual o resultado de “mandar” as culpas para o construtor de motores, independentemente de ter ou não razão.
Acredite que a minha vontade é ver aquele projecto funcionar, mas já “chateia” tanto erro, e essa história da Gasolina é muito bonita, mas volto a dizer que não pode servir de desculpa!
Miguel Costa
2 Maio, 2017 at 17:18
Na minha opinião ainda tem mais 2-3 anos de F1, continua a ser extremamente rápido e consistente em corrida, consegue disfarçar as debilidades do carro durante grande parte de um GP, exemplo do que fez com o Ocon e Hulkenberg no Bahrain, só sendo ultrapassado nas últimas voltas. Mas acho que esta cedência da McLaren, de ir correr a Indy 500 na mesma altura do Mónaco é a prova que ele está cada vez mais na porta de saída e estão a fazer-lhe as vontades. A única maneira, a meu ver de ele lá ficar para o ano, é terem motores Mercedes. De resto a atitude dele, tendo em conta o dizem do homem, está muito mas muito calma!