Alejandro Agag, chefe da Fórmula E, a competição automóvel que mais cresceu nos últimos anos, acredita que esta crise deve ser aproveitada para repensar todo o automobilismo, em especial a F1.
Agag é um dos responsáveis pelo tremendo sucesso em que a Fórmula E se transformou. De uma competição olhada de lado por todos, ao campeonato mais desejado pela grandes marcas, foram precisos apenas seis anos. A Fórmula E vinha a estabelecer-se de forma inquestionável no panorama internacional e muito do seu apelo vem da forma inteligente como o campeonato tem sido gerido. Assim, a opinião de Agag deve ser no mínimo tida em conta no que diz respeito ao futuro do automobilismo.
O espanhol deu a sua opinião sobre o que se passa na F1 e acredita que esta crise deve ser aproveitada para se repensar e talvez começar uma nova era completamente diferente:
Em uma entrevista à Autosport.com, Agag disse: “Eu acho que para o automobilismo isto pode ser uma oportunidade. E especificamente para a Fórmula 1, essa pode ser uma grande oportunidade para reestruturar todo o modelo. Talvez seja uma oportunidade para todas as equipas partilharem a receita nos mesmos valores.“
“Também ouvi os novos limites máximos de orçamento de 125 milhões de dólares, algo assim…Por que não um limite de custo de 75 milhões e tornar o desporto realmente rentável para todos?“
“Pode ser bom que o novo Pacto de Concórdia ainda não tenha sido assinado, porque tinha todas as coisas que são um fardo na F1, com algumas equipas a ganhar tanto e outras pouco. O desequilíbrio é enorme. Talvez isso dê uma oportunidade para abalar completamente todo o sistema”.
“Em cada desastre, em cada crise, temos muitas coisas más , mas algumas boas. Então temos a oportunidade de melhorar as coisas para o futuro. E principalmente na Fórmula 1, alcançamos níveis [de custos], que para mim não são razoáveis e que precisamos abordar”.
“Não acho normal que equipas que competem na mesma prova recebam quantias completamente diferentes de dinheiro”, acrescentou Agag.
“Então este novo acordo e é uma grande oportunidade. E se as pessoas não perceberem que o mundo será diferente após o Coronavírus, cometerão um grande erro. A oportunidade está aí e as pessoas devem aproveitá-la.”
“Não estou na F1, e o desporto é dirigido por pessoas muito capazes, e tenho certeza de que estão a pensar em todas essas coisas”, disse ele. “Mas eu usaria esta fase para uma grande correção dos princípios de negócios da F1. Portanto, poderia ser uma oportunidade muito interessante”.











Pessoalmente até acho que em condições normais de vida, não deveriam existir limites financeiros e em muitos casos de inovação. Quem se mete na F1 sabe que é cara, portanto quem não tem capacidade para estar no topo do automobilismo, pura e simplesmente não vai. Aliás a pandemia que vivemos mostra que 200 ou 300 milhões são peanuts. Numa coisa acredito: já ganha mais o Agag que a Liberty.
Este Agag não terá um irmão gémeo? É que dava tanto jeito um “Agag” na Liberty…
Este senhor também não dá ponto sem nó. Aliás só chegou onde chegou graças ao sogro. E é conveniente perceber-se que quando o Agag diz que a F1 devia baixar o teto para 75 milhões, o que está também a dizer é que aproximando os gastos da F1 à Formula E, garantiria sempre o futuro desta última pois tornava uma migração mais fácil. A Formula E tem naturalmente o seu interesse, mas querer comparar uma e outra parece-me um absurdo.