A Alpha Tauri começou o ano surpreendendo nos testes e na primeira corrida do ano, com um excelente andamento, evidenciando potencial para ser um dos destaques na luta pelo meio da tabela. Mas esse impulso inicial parece ter-se diluído.
A equipa que inicialmente era vista como das mais rápidas do meio da tabela, tem até ao momento 10 pontos marcados (sexto lugar) contra 65 da McLaren e 60 da Ferrari (terceira e quarta, respectivamente). Não há como esconder, a Alpha Tauri tem sido uma desilusão.
Nunca podemos ter como barómetro as palavras de Franz Tost que tendencialmente aponta sempre para objetivos ambiciosos, sem ter capacidade para os cumprir, mas este ano vimos mais da Alpha Tauri no Bahrein. Um carro muito estável que dava segurança aos pilotos. Uma dupla jovem, que mistura a experiência de Pierre Gasly e a irreverência de Yuki Tsunoda. A fórmula parecia ter tudo para ser bem sucedida. Mas para já temos visto um Gasly com demasiados problemas (toques, penalizações) e um Tsunoda que agora acusa a pressão e revela que ainda está demasiado verde. Claro que há ainda muito pela frente e a base é indubitavelmente superior ao que já vimos num passado recente, mas mais uma vez parece haver potencial que não é aproveitado ao máximo.
Gasly revelou alguma preocupação com a falta de andamento em Espanha:
“Faltou-nos ritmo em comparação com as duas primeiras corridas”, disse Gasly aos repórteres depois de terminar em nono no Grande Prémio de Espanha. “Isso é algo que precisamos de compreender porque acabámos de cair na ordem em comparação com o início do ano. O Mónaco, penso eu, é uma pista tão particular que pode ser ligeiramente diferente”, acrescentou Gasly. “Mas há áreas claras onde precisamos de melhorar”.
“O carro não é mau, tem potencial, mas é só que não conseguimos realmente fazê-lo funcionar em todo o lado em todos os tipos de curvas, e obter um tipo de equilíbrio suave em toda a volta. Por isso, temos sempre como que força e fraquezas bastante grandes, que penso que devemos melhorar. Mas a Ferrari e a McLaren estão a dar grandes passos em frente. Precisamos de os acompanhar se quisermos ser capazes de lutar um pouco mais”













