F1: A complexidade da gestão de energia das unidades motrizes de 2026
O regulamento técnico da Fórmula 1 para 2026 impõe uma profunda reformulação da filosofia das unidades motrizes, com o foco na energia e na forma como é gerida, distribuída e recuperada ao longo de cada volta. O novo conceito privilegia o controlo rigoroso do fluxo energético, promovendo eficiência e estratégia.
Foco no fluxo energético e na entrega da potência
A base do novo regulamento técnico assenta no limite máximo de 3000 MJ/h de energia proveniente do combustível. Segundo a funoanalisitecnica.com, abaixo das 10.500 rpm, o fluxo energético passa a ser regulado por uma equação linear que impede picos de consumo, favorecendo uma entrega progressiva de potência. Em regimes de carga parcial, a FIA introduz fórmulas específicas que ajustam o fornecimento de energia consoante a potência do motor térmico, com limites rigorosos em situações de baixa carga. Assim, a FIA consegue uma entrega mais linear da potência evitando truques que possa dar vantagem, especialmente a baixas velocidade.
Mais recuperação de energia
Paralelamente, a componente elétrica ganha protagonismo. O MGU-K passa a poder debitar até 350 kW (470CV), mas com uma entrega dependente da velocidade do carro, reduzindo a assistência elétrica em reta. A grande novidade é o Override Mode, que prolonga o apoio elétrico até aos 355 km/h, criando uma nova ferramenta estratégica para ultrapassagens.
Gestão das baterias será crucial
A gestão da bateria torna-se noutro elemento de elevada complexidade. O limite máximo de energia recuperável por volta é de 9 MJ, podendo ser reduzido pela FIA em determinados circuitos ou sessões. A diferença entre carga máxima e mínima da bateria não pode ultrapassar 4 MJ, e é proibida qualquer recarga artificial significativa durante as paragens nas boxes.
Arranques dependentes apenas do motor de combustão
No plano mecânico, a FIA impõe o regresso a soluções mais simples: o turbocompressor passa a ser de estágio único, desaparece o MGU-H e as partidas passam a depender quase exclusivamente do motor térmico até aos 50 km/h, devolvendo maior importância à habilidade do piloto na gestão da embraiagem.
O conjunto destas regras aponta para uma Fórmula 1 onde a eficiência energética, a precisão estratégica e a capacidade de gestão serão tão determinantes quanto a potência bruta.
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