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F1 2023, Análise às equipas: Williams | AutoSport

F1 2023, Análise às equipas: Williams

Por a 9 Dezembro 2023 12:51

O primeiro ano da era James Vowles pode ser considerado positivo. Com o sétimo lugar no campeonato de construtores, a estrutura de Grove conseguiu o melhor resultado desde 2018 e deu sinais positivos para o futuro.

A equipa britânica procura o caminho de volta ao topo da classificação, uma caminhada que se iniciou em 2004, que em 2014 e 2015 parecia estar no rumo certo, mas que desde então tem sido de desaires e dificuldades. Desde 2018 que a Williams voltou ao fundo da tabela, viu a família Williams sair do leme para dar lugar ao fundo de investimento Dorilton, com Jost Capito a fazer uma segunda passagem (com pouco sucesso) na F1, seguindo-se James Vowles, o homem que lidera agora a equipa.

Vowles entrou na equipa no início do ano, já com o projeto de 2023 quase pronto para ir para a pista. Desde então, tem feito o trabalho de conhecer os cantos à casa, motivando a equipa e iniciando uma reorganização feita sem pressa. Basta ver o tempo que a equipa demorou para anunciar o novo diretor técnico, Pat Fry, seis meses depois da entrada de Vowles. Mas foi essa postura serena que terá ajudado a equipa a dar passos positivos.

A equipa começou o ano com um ponto conquistado no Bahrein, mas seguiram-se seis corridas sem pontuar. Até que chegamos ao GP do Canadá e a Williams implementou um pacote de melhorias, com um fundo novo, pontões redesenhados, seguindo a filosofia da Aston Martin e isso resultou num salto competitivo claro. O GP da Áustria não deu pontos, mas uma nova atualização no GP do Reino Unido valeu mais pontos à equipa. A Williams acabariam por pontuar mais cinco vezes, sempre em pistas onde a velocidade de ponta e a eficiência aerodinâmica eram importantes para o sucesso. Em traçados mais sinuosos, a equipa não tinha tantos argumentos, mas Alex Albon conseguiu maximizar o potencial do carro nos momentos certos e, sozinho, levou a equipa às costas. O ponto que Logan Sargeant acabou por marcar no GP dos EUA foi importante, mas não decisivo nas contas para o sétimo lugar.

O GP dos Países Baixos e da Itália foram momentos cruciais em que a equipa se afastou da concorrência pelo sétimo posto. A Alfa Romeo e a Haas não mostraram ser ameaça e a Alpha Tauri tornou-se mais forte com a atualização feita perto do fim, fazendo 20 pontos nas últimas cinco corridas, mas não foi a tempo de desafiar a estrutura britânica. A Williams acabou por terminar no sétimo posto e tem motivos para ficar satisfeita.

Tem um bom piloto em Alex Albon, com a postura certa e o talento para fazer crescer a equipa. A manutenção de Logan Sargeant, do ponto de vista puramente desportivo, faz pouco sentido e se o americano não mostrar mais em 2024, a equipa pode ser prejudicada. A evolução feita a meio da época foi positiva e com a entrada de Pat Fry, a equipa poderá ficar a ganhar. Fry desempenhou um papel importante na recuperação da McLaren e na Alpine não sentiu força suficiente para a equipa crescer em tempo útil e apostou no desafio Williams, um reforço de peso.

E James Vowles tem-se assumido como a estrela da equipa. A forma aberta e clara como fala com todos, especialmente com a comunicação social, a serenidade que dá a equipa e a sua visão que tem sido implementada gradualmente já deu frutos, logo no primeiro ano. É importante relembrar que é a sua primeira aventura como diretor de equipa. Mas Vowles parece ter sido uma aposta certa. A Williams deu sinais positivos este ano e foi uma das boas surpresas.

Nota AS

Williams – Nota 7

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leandro.marques
2 meses atrás

Este ano se verá a valia do chefe de equipa. O carro do sétimo posto é obra do antigo líder, que já era fraco. A decisão de não evoluir o carro, quase perdendo o sétimo posto e o dinheiro correspondente, a demora em encontrar recursos humanos indo buscar quem os outros não querem e que já nada podem ajudar no carro do próximo ano e a decisão de manter um piloto que nada fez por merecer o lugar são inteiramente suas. Vamos ver se não iremos pagar todos estes erros a breve trecho.

leandro.marques
2 meses atrás

Também não entendo esses elogios à sua forma de comunicar. Podemos ir tentando fazer um enorme esforço, eventualmente, de forma a ver algumas qualidades ao homem… mas a comunicação para mim não será uma delas.

Last edited 2 meses atrás by Leandro Marques
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