2023 foi terceiro pior ano de sempre da Haas, com apenas 12 pontos marcados em toda a época e o último lugar da tabela. Em 2020 foram penúltimos com três pontos e 2021 foi o pior ano da equipa com zero pontos. Mais um ano negativo para a estrutura americana.
Já longe vão os tempos da estreia da Haas, em que a equipa conseguiu fazer render os poucos meios à disposição, conseguindo resultados positivos. Desde 2019 que se nota um abaixamento de forma que se acentuou em 2020 e 2021. Não se vislumbram sinais de que a equipa pode ser mais competitiva no futuro.
O ano nem começou mal e a Haas parecia ter um carro decente. Mas enquanto as outras equipas resolviam os problemas e evoluíam os carros, a Haas poucas atualizações trouxe para o seu monolugar. Os problemas das outras equipas disfarçaram os problemas da Haas. O maior pacote de atualizações chegou já perto do fim da época e não trouxe muitos benefícios palpáveis. De tal forma que Nico Hulkenberg chegou a reverter para a versão anterior do carro enquanto Kevin Magnussen manteve a versão mais recente. A atualização mais profunda da história da equipa, implementada em Austin, não trouxe os frutos desejados.
O resultado acabou por ser inevitável, com a equipa a pontuar apenas por cinco vezes, com o melhor resultado nos GP a ser um sétimo lugar na Austrália. Hulkenberg ainda brilhou na qualificação do GP do Canadá, onde conseguiu o segundo lugar da qualificação (penalizado depois de uma infração em situação de bandeiras vermelhas). O alemão mostrou sempre uma velocidade apreciável aos sábados, mas o ritmo de corrida aos domingos nunca foi o ideal. Magnussen teve mais problemas em tirar melhor partido do carro e fez uma época abaixo do esperado.
A Haas tem uma dupla de grande qualidade. Dois pilotos experientes, com talento e qualidade já comprovada. Mas faltou tudo o resto. Faltou qualidade no carro, faltaram atualizações e mesmo na estrutura notam-se as mesmas fragilidades que são reconhecidas à Haas. Numa altura em que a Williams parece finalmente dar passos para crescer, em que a Sauber prepara a entrada da Audi e a Alpha Tauri muda de filosofia, se a Haas continuar nesta indefinição arrisca ficar para trás. A época 2023 acabou por ser negativa, quando os sinais de 2022 indicavam que poderia haver alguma evolução, mas repetiram-se erros do passado. A Haas precisa de mais para crescer.
Nota AS
Haas – Nota 4












