Em apenas dois anos, a Haas passou da dupla menos experiente da grelha (Nikita Mazepin / Mick Schumacher) para a dupla mais experiente, com Kevin Magnussen e Nico Hulkenberg. E, apesar do décimo lugar no campeonato, não foi pela dupla de pilotos que a equipa ficou no último lugar da tabela.
Magnussen e Hulkenberg têm histórias semelhantes: ambos com muito talento, mas sem nunca terem uma verdadeira oportunidade de mostrarem isso numa equipa de topo, ambos dispensados da F1, acabaram por ter de esperar uma oportunidade fora do Grande Circo, para regressarem ao topo do automobilismo. Ambos saíram da F1 magoados e algo desiludidos, para regressarem revigorados, mais maduros e experientes. Já pouco se lembram do episódio entre este duo, depois de uma luta mais acesa na Hungria, que valeu uma resposta de Magnussen que será lembrada durante muitos anos.
A Haas apostou na juventude em 2021, mas fê-lo de forma pouco acertada. Mazepin entrou pelo dinheiro que trazia, mas a Guerra na Ucrânia apressou um processo de dispensa, que acabaria por ser inevitável dado o nível que mostrou. Mick Schumacher não conseguiu mostrar o talento que todos lhe reconheciam, num processo que acabou por ser mal gerido. A Haas não tem tempo nem meios para apostar em jovens pilotos. A estrutura funciona melhor com pilotos experientes e foi esse regresso à fórmula do passado que foi promovida este ano. O sucesso não foi ainda encontrado, mas pelo menos, há uma base de trabalho mais forte.
Kevin Magnussen fez a sua segunda época após o regresso à F1 e depois de uma primeira época em que foi a estrela da equipa, este ano desiludiu. Teve dificuldades em encontrar o melhor compromisso de afinação, especialmente em qualificação. Não foi a época mais feliz de Magnussen com Hulkenberg a fazer um trabalho melhor.
Nico Hulkenberg regressou à competição a tempo inteiro e assumiu-se como o ponta-de-lança da equipa. O alemão marcou nove pontos, contra apenas 3 de Magnussen. Se Magnussen tem mercado metade dos pontos de Hulkenberg, a Haas tinha superado a Alfa Romeo e evitado o último lugar da tabela. Assim, foi uma época muito melhor para “Hulk” do que para “KevMag”. Hulkenberg destacou-se na qualificação, onde conseguiu um segundo lugar no Canadá (para depois cair para o quinto lugar, após penalização). Hulkenberg foi o mais rápido dos dois e mesmo em corrida, o alemão esteve mais vezes por cima. Isso não impediu a equipa de manter a dupla para 2024 e, apesar dos resultados pouco vistosos, ficou a clara sensação de que esta é a melhor dupla para servir os interesses a curto e médio prazo da equipa.
Nota AS:
Kevin Magnussen – Nota 4
Nico Hulkenberg – Nota 6












