A F1 é um mundo de números, por vezes incrivelmente grandes, por outro tão pequenos que as mentes menos treinadas têm dificuldades em entender. Foi preciso analisar muitos números para que os engenheiros responsáveis por este projeto pudessem chegar às formas finais deste carro.
Pat Symonds, diretor técnico da F1, revelou um pouco do que foi feito e a quantidade de trabalho necessária para chegar até esta proposta:
“Começamos este desenvolvimento em 2017 e por isso acredito que demoramos mais tempo a chegar ao conceito, do que em qualquer outro carro na F1. A aerodinâmica nas equipas é desenvolvida por três vias, usando CFD, usando o túnel de vento e o carro em si. Como não tínhamos o último, focamo-nos muito no trabalho de CFD e complementamos com trabalho no Túnel de vento. O CFD usado é muito mais sofisticado do que as equipas usam e fomos capazes de o fazer graças aos nossos parceiros da AWS, que nos permitiram poupar 70% do tempo que seria necessário em relação ao que estávamos a fazer inicialmente. O nosso projeto CFD usa mais de 1150 núcleos de computadores e usamos mais de 550 milhões de pontos de onde adquirimos dados em cada modelo que usamos. Fizemos 7500 simulações desde que começamos é o equivalente a 16 milhões horas de processamento. Para colocar isso num contexto mais compreensível, se fizesse este trabalho num PC sofisticado de 4 núcleos de processamento demoraria 471 anos para terminar o que fizemos no desenvolvimento deste carro. Produzimos também uma quantidade significativa de dados, a volta de um Petabyte (1 milhão de gigabytes), cerca de um terço dos 10 mil milhões de fotos armazenadas no Facebook.”
A sustentabilidade foi uma palavra muito ouvida na apresentação. Além da já elevada eficiência dos motores, a F1 pretende assegurar-se que os seus combustíveis seguem um caminho que permita reduzir o impacto dos motores de combustão:
“Estamos a fazer muito ao nível da sustentabilidade, quer nos eventos, quer nos carros e especialmente nos combustíveis. Como sabem, há já algum tempo que é regulamentado que os combustíveis tem 5.75% provindos de fontes biológicas, mas por alguns motivos essa percentagem tem-se desviado do que gostaríamos que fossem os combustíveis do futuro e temos investigado com o nosso parceiro Aramco soluções. Já temos motores que são incrivelmente eficientes e operam à volta de 50% de eficiência, facilmente os motores mais eficientes do mundo. O quer queremos agora é juntar aos motores mais eficientes, os combustíveis mais sustentáveis o que queremos ter em meados de desta década. Isto provará que para o ainda grande número de motores de combustão que existirão na década de 30, haverá uma solução sustentável. “








