Eddie Jordan: “Schumacher foi um grande talento, mas há uma área em que me desilude”
Em declarações ao Off The Ball, Eddie Jordan disse que Michael Schumacher poderia ter sido o melhor piloto de sempre se não fosse a sua insistência para que os seus companheiros fossem “segundos pilotos”.
Schumacher fez a sua estreia em 1991 com a Jordan Grand Prix, substituindo Bertrand Gachot, que tinha sido preso por agredir um taxista na Grã-Bretanha.
Depois da Jordan, Schumacher venceu campeonatos com a Benetton e depois com a Ferrari.
“Michael Schumacher, tenho um pequeno problema com o Michael… Quando relembro os contratos que assinei com a Ferrari e com o grande Michael Schumacher, sem dúvida que ele é um grande talento, mas há uma área que me desilude sempre.”
“Com o Irvine, com o Barrichello, havia a cláusula de que eles seriam ‘segundos pilotos’. Eu gostava de dizer que ele [Schumacher] era o melhor, mas não posso. Acho que apesar do seu talento natural, similar ao do Ayrton Senna, as pessoas tinham um ‘amor’ maior pelo Senna porque queriam acreditar que ele era o melhor.”
“Provavelmente o Michael era o mais talentoso, mas, para mim, o melhor piloto que vi em trinta e tal anos foi o Alain Prost.”
“As pessoas começam logo a questionar-me! Mas, o Alain Prost venceu quatro títulos mundiais, mas o que gosto mais nele é que venceu o teste do tempo. O Alain esteve comigo em 1979 e ainda hoje é o mesmo. Ele nunca ligava a quem era o seu colega de equipa. Era um piloto de equipa.”
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RedDevil
17 Abril, 2020 at 13:13
LOL… isto tem tanta “matéria” aqui que nem quero comentar…
[email protected]
17 Abril, 2020 at 13:48
Gostei. Prost não era piloto de “faca”, mas era muito bom.
Lisboa
17 Abril, 2020 at 14:50
O Eddie Jordan é outro arruaceiro filho da mãe como o Jacques Villeneuve. Só estão bem a mentir e a criar conflitos.
Em meia dúzia de palavras conseguiu mentir em 500.
O problema que ele tem com o Schumacher, foi o facto do alemão não ter continuado na equipa após o GP de Spa em 91 e desde então, não há nada que o Schumacher tenha feito e dito, que o mentecapto do irlandês não tenha de meter defeito.
Sim, é verdade que os colegas de equipa do Schumacher eram 2º pilotos.
Mas também é verdade que o Ayrton Senna tinha um contrato de 1º piloto com a Lotus e usou esse facto para proibir a contratação do Derek Warwick para a época de 1986, assim como escolheu o Berger para colega de equipa.
Também é verdade que o Alan Prost quando assinou um contrato com a Williams para 1993, também existia uma clausula que proibia a entrada do Senna na equipa, mais, o Senna só foi para a McLaren em 88, porque o francês se recusou a ter como colega de equipa o Nelson Piquet, pois essa era a primeira escolha do Ron Dennis e isto, foi dito pelo próprio piloto francês no documentário “Senna”.
Dizer que o Prost, diga-se de passagem, extraordinário piloto e campeão, nunca ligava a quem era o seu colega de equipa, é uma mentira ressabiada que mais não serviu neste propósito, para atacar novamente o Schumacher, algo que o parolo do Jordan faz desde 1991. Há quem diga, que em 98 em Spa, o Eddie Jordan proibiu o Ralf de ultrapassar o Hill, para picar o Michael e que após a corrida, o Shumacher mais velho foi tirar satisfações com o Eddie e pelos vistos as coisas correram mal.
Todos, mas todos, os grandes pilotos dos últimos 40 anos tiveram clausulas de 1º piloto que lhes davam primazia em muita coisa, seja na escolha dos colegas de equipa, seja na utilização dos mais recentes desenvolvimentos.
mariojscosta
17 Abril, 2020 at 20:48
Acho que na Mercedes não havia piloto Nº1 no tempo do Hamilton e do Nico Rosberg.
Lisboa
17 Abril, 2020 at 21:13
Claro que havia e era o Hamilton, como ficou provado em 2016 quando a equipa pediu ao Rosberg para deixar passar o seu maior rival e colega de equipa e com isso, dar-lhe 19 pontos de vantagem no Mónaco. No entanto na última corrida e após o inglês ter completamente desrespeitado ordens directas, não houve qualquer punição.
Está a ver a Ferrari pedir ao Schumacher para se chegar para o lado quando o mesmo lutava pelo campeonato? Ou o Senna?
Talvez não tivesse o escrito no contrato, mas que a equipa o levava e o leva ao colo, isso é inegável.
Fernando Cruz
19 Abril, 2020 at 15:49
Pois, mas a fiabilidade em 2016 esteve muito mais do lado do Rosberg, tal como em 1989 esteve muito mais do lado do Prost em detrimento do Senna. A grande diferença é que um Senna, Schumacher, Alonso ou mesmo Prost jamais permitiriam que a sua equipa mudasse a sua equipa de mecânicos habitual para o lado do colega de equipa no ano seguinte, tal como Hamilton permitiu que a Mercedes fizesse para a temporada de 2016.
João Pires Antunes
17 Abril, 2020 at 14:52
Curioso. Não deixa de ser curioso e provavelmente verdadeiro, porque honesto. O Schumacher e eventualmente o Senna também, foram “monstros” solitários. Nunca se compadeceram com as equipas, ou seja, com os colegas de equipa. Já vislumbro outro “animal” destes no horizonte, e tem nome um carro vermelho. O Prost, sendo para mim uma surpresa, não deixa de ser curioso.
Roger M
17 Abril, 2020 at 14:59
Veja-se a dualidade de tratamento da imprensa (britânica) entre o Schumacher e o Hamilton. Ao primeiro arranjam artigos constantemente a desmerecer os títulos do alemão. Ao outro, fazem vários artigos atrás de artigos, considerando-o o melhor de sempre e comparando-o ao Senna, nem que tenham de pedir a opinião ao Roupeiro da equipa.
Fast Turtle
17 Abril, 2020 at 18:32
E o pior é a nossa impremsa seguir essa linha…
Frenando_Afondo™
17 Abril, 2020 at 18:59
E como sempre a notícia é sobre outro piloto e só te lembras de Hamilton e da imprensa britânica. Mas como se costuma dizer, não é por repetires a mesma mentira várias vezes que passa a ser verdade.
Manuel Araujo
17 Abril, 2020 at 18:27
ao fim de tanto tempo continua ressabiado… mete -rolhas…. és um Zé-ninguém a beira do Scumacher
Frenando_Afondo™
17 Abril, 2020 at 19:01
“Com o Irvine, com o Barrichello, havia a cláusula de que eles seriam ‘segundos pilotos’. Eu gostava de dizer que ele [Schumacher] era o melhor, mas não posso.”
Tudo dito. Para mim nunca considerei Schumacher o melhor de todos os tempos não só por este detalhe, que já toda a gente tinha percebido, vendo como as equipas onde andou funcionavam. Mas também pelas suas manobras anti-desportivas. Pode ter montes de recordes e números, mas por estes pontos fica abaixo de muitos outros pilotos, na minha opinião.
First Row
17 Abril, 2020 at 20:48
O Schumacher foi excepcional e nunca Barrichello e muito menos Irvine o poderiam bater. Só o Massa teve alguma chance porque Schumacher já estava como quem diz um pouco em declínio na Scuderia. Ainda assim acho que Senna e Prost foram melhores. Prost era um piloto muito rápido e focado embora precisasse de ter as coisas mais perfeitas para ganhar. Era imperturbável. Senna era mais talentoso e versátil, igualmente rápido e um verdadeiro Man das Pistas mas mais perturbavel e talvez inconstante. Schumacher tinha uma mistura dos dois mas sem o mesmo apuro de ambos. Sobre o veto de Prost na Williams acho compreensível visto a relação com Senna estar no mais baixo possível. Não foi um veto ao talento mas sim a um indivíduo. Sobre Eddie J ele foi a cara de uma das melhores equipas midfield, por vezes front Runner da F1 e só posso lhe tirar o chapéu. Claro que em Spa bloqueou o Ralf para segurar um resultado mais que inesperado e excelente numa das corridas mais tensas da F1 e nunca por se tratar do irmão de Schumi. E além do mais Hill como campeão do Mundo era primeiro piloto na Jordan e se Eddie o fez, fez bem. Melhor que a Ferrari na Áustria com o Barrichello. Voltando o Schumacher mais que ter manobras pouco aceitáveis com adversários directos teve outros momentos pouco dignos como a repetida ultrapassagem a Hill na volta de formação em Silverstone ou colocar Frentzen de fora no Canadá 98 por despeito, já para não falar da quali do Mónaco, do festejo em imola 94 onde todos deviam ter abandonado a prova e hoje em dia Te-lo-iam feito e claro a manobra com Villeneuve em Jerez ou com Montoya novamente em Imola.
asfalto
17 Abril, 2020 at 21:57
Preferia que falasse dos atuais primeiros e segundos pilotos, porque aparecer passadas mais de duas décadas é como dizer que a aparição de Fátima afinal foi um engano.
Jose Borges
17 Abril, 2020 at 23:33
Sim, o Prost nunca ligou a quem era o colega de equipa… Viu-se. Quando abalroou Senna no Japão o “colega” francês Balestre resolveu o problema, para ele ser campeão sem merecer. Este ressabiado, até se “esquece” que o Prost saiu da McLaren porque não queria estar com o Senna na equipa. E não ligava aos colegas de equipa, olha se ligasse..