Nico Rosberg é o novo Campeão do Mundo de F1, merecidamente, pois apesar de todos sabermos que Lewis Hamilton é mais rápido, o filho de Keke Rosberg fez muito para merecer estar onde está. Ninguém que vence nove Grandes Prémios num ano pode ser um ‘mau’ Campeão, e não foi esta a primeira vez que não foi o melhor piloto a chegar ao título, nem será a última.
No entanto, os seus festejos foram ensombrados por uma questão lateral, que não devia ter tido o destaque que teve. É verdade que Lewis Hamilton andou menos do que podia e tentou dessa forma ir buscar o que precisava para ser Campeão. Alguém lhe pode levar a mal? Não! Nunca! Fez o mesmo que Senna em 1990, ou Schumacher em 1994 e 1997. Com as diferenças que se conhecem, pois enquanto Senna mandou Prost propositadamente para fora de pista e resolveu o título logo ali, Schumacher idem, idem, aspas, aspas, se bem que em 1997, saiu-lhe o tiro pela culatra.
Mas Toto Wolff do alto do seu pedestal encheu o peito para desancar o seu piloto, esquecendo-se que 51 vitórias nas últimas 59 corridas, desde o início de 2014, lhe dão uma enorme margem de manobra que podia permitir não colocar a equipa acima da vontade de um seu piloto ser Campeão do Mundo de F1. Não há piloto de F1 que aceite de bom grado uma ordem para não fazer tudo o que pode para vencer um título, e num mundo tão competitivo como é a F1, Wolff devia lembrar-se que a ‘culpa’ de Lewis Hamilton ter perdido grande percentagem das suas hipóteses de ser campeão este ano é totalmente da equipa que lidera, com o motor ‘rebentado’ na Malásia. É verdade que Hamilton não foi o melhor dos colegas de equipa em Abu Dhabi, mas comparando com o que se passava entre Senna e Prost, pareceu uma brincadeira de meninos…
Ninguém causou acidentes, ninguém se aleijou, um perdeu, outro ganhou, fazia assim tanta diferença mais uma ou menos uma vitória? Valeu a pena todo o barulho à volta do caso, quando o que devia ter acontecido era todos olharem para o enorme feito de Nico Rosberg? Sr. Toto Wolff, lamento informá-lo que sendo bom para o seu ‘marketing’ e para as estatísticas as vitórias da sua equipa, continuam e vão continuar a ser os pilotos e terem 99% da importância aos olhos dos adeptos. Este número só não é verdade com três equipas na F1, Ferrari, McLaren e Williams. A ‘sua’ equipa tem que ‘penar’ muito até chegar ao coração dos adeptos como estas há muito chegaram…










