CRÓNICA: Até que a “Senhora gorda cante…”

Por a 29 Junho 2020 12:59

Passou mais uma semana e a possibilidade de voltarmos a ter F1 em Portugal é cada vez mais forte, ainda que, como bem sabemos, seja necessário esperar até ao último momento pelo anúncio oficial, pois só aí podemos respirar fundo. Poucos acreditaram, desde que em
26/2/2020 publicámos um artigo a alertar para a necessidade de provas de reserva na F1. Falámos com Paulo Pinheiro, que se mostrou naturalmente cauteloso, mas muito ‘aberto’ à questão. Mais recentemente, Ni Amorim confessou-nos que por essa altura a FPAK mandou uma carta para a FIA a dizer “estamos cá, temos aqui uma excelente pista, se precisarem de nós, digam”. O resto, é história. Poucos foram os que acreditaram que fosse possível, e até alguns com grande interesse na questão. Quando voltámos ao assunto em março, já sabíamos que as conversas existiam, e também que o percurso era ainda muito longo. Quiseram as circunstâncias da pandemia que esse percurso fosse sendo encurtado, até um momento em que Portugal entrou verdadeiramente, não na corrida, pois aí já estava, mas na luta pela discussão dos primeiros lugares. No momento em que escrevo, a meta está à vista, há ainda vários adversários com possibilidades, mas a confiança – que pelo menos uma ‘medalha’ neste ‘Jogos Olímpicos’ vamos conseguir – é muito grande, e só não levantamos os braços a festejar, porque ninguém pode cantar vitória, até que a “Senhora gorda cante”. Por nós, essa Senhora gorda pode perfeitamente chamar-se Ross Brawn ou Chase Carey. Tanto faz, é preciso é que cante…

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