À boleia de Ayrton Senna no dia em que completaria 56 anos
Figura maior do Brasil, da Fórmula 1 e do desporto motorizado no seu todo, Ayrton Senna completaria hoje 56 anos de idade caso aquele fatídico dia de 1 de Maio de 1994 não tivesse tido lugar.
Se o Grande Prémio de Imola retirou à modalidade a sua grande referência, à família mais próxima um filho e um irmão, aos amigos, um amigo, e aos adeptos, o seu maior ídolo, por outro fez também com que o simbolismo do piloto atingisse um patamar superior ao que conhecíamos das corridas, perpetuado para sempre na memória dos que o viram e daqueles que, anos depois, o conhecem pela primeira vez através do youtube e do mundo sem limites ao conhecimento da internet.
Para quem nos deixou há 22 anos, Ayrton Senna continua a gozar de uma popularidade invejável. No facebook são mais de seis milhões de “gostos”, o dobro de Lewis Hamilton, com a margem a ser ainda maior quando comparado com outras figuras como Sébastien Loeb ou Sebastian Vettel. A superá-lo está apenas Valentino Rossi, mas convém recordar que o italiano é uma estrela ainda no ativo e que soube capitalizar na sua imagem como poucos assim que o fenómeno das redes sociais começou a ganhar força.

Ao longo da carreira, o paulista nem sempre tomou as decisões mais corretas e talvez muitos dos seus fãs tenham sido demasiado benevolentes com algumas das suas atitudes, porque o humanismo e o génio em pista serviam para esquecer tudo o resto. Pessoalmente, sempre achei que Ayrton, com as suas imperfeições, nos recordava da nossa própria condição humana. Dos defeitos que todos carregamos. E que isso fazia parte da sua grandeza, sem esquecer obviamente a fluência e metafísica do discurso, pouco comum num piloto de automóveis. Era também um exemplo de entrega e de superação. Mas, como (quase) todos os génios, tinha o seu feitio.
Não pretendo aqui reiniciar a velha guerra Senna/Prost, até porque na minha opinião um não existe sem o outro. A rivalidade entre ambos (e reconciliação antes da morte, outro facto a ajudar à imagem que existe em torno do mito), quanto muito, alimentou-os mutuamente. Tornou-os maiores. Se gostava mais de Senna? Gostava. Sempre gostei. Mas gostar de alguém não significa necessariamente não gostar de outra pessoa.

A dimensão desta luta que abalou o final da década de 1980 e o início dos anos 1990 deu à Fórmula 1 uma outra dimensão, equiparável ao futebol. Senna vs Prost era como um Barcelona vs Real Madrid – polémico, quente, impossível de nos deixar indiferentes.
Apesar de ser um ‘Sennista’ confesso, esse facto, até pela biblioteca que entretanto fui acumulando sobre o personagem (The Life of Senna, de Tom Rubython, e Senna vs Prost, de Malcolm Folley, são dois bons exemplos que aqui deixo para quem tiver curiosidade), não me impede de reconhecer que os feitos do francês, quatro vezes campeão do mundo, recordista de vitórias até ao domínio de Michael Schumacher e da sua Ferrari, acabaram por ser diminuídos com o desfecho que se abateu sobre o seu grande rival.

Enquanto Ayrton Senna perdurará na história dos amantes do desporto motorizado como um fora-de-série a quem o destino roubou a oportunidade de se tornar ainda maior, ainda que, ironia do destino, ele tivesse garantido esse estatuto a partir do momento em que nos deixou, preservando a imagem jovial, a exemplo de outros ícones, como James Dean ou Jim Clark, própria dos seus 34 anos; Alain Prost será para sempre visto, aos olhos dos fãs do brasileiro, como o rival que não tinha metade do seu talento, e que usou da política e das boas ligações com Jean-Marie Balestre, presidente da FISA, para condicionar Ayrton.
As intrigas da Fórmula 1 era o que Ayrton menos gostava no desporto, ao ponto de estar prestes a virar as costas à modalidade que tanto amava no final de 1990. Talvez por isso tenha dito que as suas memórias mais queridas estavam no karting: “Pure racing”, descreveu. Foi aí que “o piloto que amava Portugal”, como Rui Pelejão, antigo diretor do AutoSport, tão bem refere no seu livro A Paixão de Senna, aprendeu a dominar a arte de andar depressa na chuva e aprumou o seu estilo inconfundível, em que o compasso de cada movimento do carro carrega o ritmo das melhores composições musicais e a fluidez das danças mais contagiantes.
É essa forma de estar que hoje recordamos, ‘Beco’, mesmo que todos os dias sejam bons para rever o que fazias melhor: inspirar as pessoas, na vida e atrás de um volante.
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Speedway
21 Março, 2016 at 18:54
Um enormissimo piloto, mas que sempre teve uma boa imprensa do seu lado. O típico menino prodígio. Ainda andava nos karts já os media o anunciavam como um fora de série e futuro campeão mundial. Era um grande piloto mas não o considero superior a um Schumacher por exemplo. Cometia erros como os outros…e alguns custaram-lhe vitórias. Quando começou a ser apertado por um jovem lobo alemão chamado Micheal Schumacher aconteceu o acidente em que se matou. Coincidência ? Estaria a sentir o seu reinado terminado e a andar acima dos limites ? Cada um que analise à sua maneira.
Zé do Pipo
21 Março, 2016 at 21:04
Senna não precisava da pressão de Schumacher para andar nos limites, isso é romancear a F1. Ele adorava, era viciado na adrenalina de andar nos limites. Basta recordar o Mónaco 1988 onde se “espetou” isolado em 1º lugar, com o 2º lugar a 30s… Estava-lhe no sangue, para o bem e para o mal, e não havia nada a fazer.
Pity
21 Março, 2016 at 22:01
Não eram 30 segundos, eram 50, o que ainda reforça mais a situação.
Iceman07
21 Março, 2016 at 22:00
Até parece que era a imprensa que conduzia o carro… palhaçada!! O lobo alemão apertava-o de tal maneira que na 1ª volta em Donington 1993 foi logo o primeiro a ir ao tapete.
NMAV
21 Março, 2016 at 23:20
Você só pode estar a brincar!!
Das duas uma. Ou é demasiado novo e não viu e não assistiu a nada na altura ou então é mesmo muito mal informado e dono de uma senhora azia!!
Senna teve o acidente, pq a coluna de direcção partiu-se a mais de 300 km/h!!
Nada, nem ninguem conseguia evitar o acidente e mesmo assim, ele tudo tentou, para o evitar. E de tal maneira tentou, que segundo o Professor Syd Watkins, o sitio e a forma do embate, mesmo assim não tirariam a vida ao piloto e o mesmo embora que combalido, sairia com vida do acidente.
No entanto e estas coisas são mesmo assim, o que o matou mesmo, foi um dos braços da suspensão ter perfurado a viseira do piloto, fazendo com que a cabeça de ayrton sofresse danos irreversiveis e mortais, ao nivel da têmpora direita!!
Não volte a dizer que Senna morreu pq estava acima dos limites, pq muitos de nós tivemos o prazer de o ver guiar acima dos limites… e não havia nada mais belo!!!
Speedway
22 Março, 2016 at 0:41
Teve azar no acidente ? Teve. A coluna de direcção do Williams tinha sido aligeirada por expressa vontade do Senna ? Na época há muitas referências a isso. Porque terá ele pedido isso ? Não era um suicida certamente .O Schumacher, com um Benetton Ford com menos cavalos que o Williams Renault estava a batê-lo regularmente nesse inicio de época ? Estava.
Goste-se ou não de um ou de outro, é de justiça elementar que o Schumacher nesses anos iniciais da sua carreira, era perfeitamente intratável com o Benetton que era objectivamente um monolugar inferior ao Williams do brasileiro.São factos, não são opiniões.
Pity
22 Março, 2016 at 11:26
O Benetton era inferior, mas tinha um sistema ilegal que contrabalançava essa inferioridade.
Quanto ao Schumacher estar a batê-lo regularmente, como você diz: Senna: três corridas, três poles; na primeira corrida, Senna domina até à paragem na box, onde, como habitualmente, a Williams foi lenta, na ânsia de recuperar, Senna despistou-se e abandonou; na segunda corrida, Senna é abalroado na largada, abandonando, na terceira, estava na frente quando morreu. Isto são factos. Bater regularmente, subentende-se lutar até ao fim da corrida. O que vimos, foi um Schumacher com a vida facilitada, isso sim, mas disso, ele não teve culpa.
Iceman07
22 Março, 2016 at 17:35
E a Benetton tirou o filtro do combustível, que os fazia mais rápidos nos pit-stops.-Por isso o Schumacher passou o Senna com facilidade nas boxes.
anotheruser
22 Março, 2016 at 21:39
Os factos foram os provados em tribunal:
coluna da direção cortada e ressoldada de modo amador e reforçada com placas metálicas laterais que apresentavam fracturas de stress do metal.
Patrick Head foi condenado por homicídio involuntário em 2007 (só não cumpriu pena porque o crime já havia prescrito).
Até o Newey andou com o processo a morder-lhe os calcanhares até 2005.
anotheruser
22 Março, 2016 at 22:04
Quer falar das batotas do Benetton de 1994: desde o filtro do combustível até à suspensão assistida?
Danilo
22 Março, 2016 at 3:25
Eu nunca comentei sobre o Senna aqui. Acho que vai ser legal. Na Europa então a principal comparação do Senna é com o Prost? Aqui é basicamente Senna vs Schumacher e Senna vs Piquet.
Sobre o acidente, o “erro” do Senna foi pedir para adaptar aquela barra de direção que por coincidência quebrou enquanto estava contornando a Tamburello, diferente do que aconteceu em Interlagos quando ele errou sozinho.
anotheruser
22 Março, 2016 at 21:40
Os factos foram os provados em tribunal:
coluna da direção cortada e ressoldada de modo amador e reforçada com placas metálicas laterais que apresentavam fracturas de stress do metal.
Patrick Head foi condenado por homicídio involuntário em 2007 (só não cumpriu pena porque o crime já havia prescrito).
Até o Newey andou com o processo a morder-lhe os calcanhares até 2005.
[email protected]
22 Março, 2016 at 12:43
Que comentário amigo… Volte a ler a ver se fica igual…
[email protected]
22 Março, 2016 at 16:50
Cada um vê o filme da posição que mais lhe agrada. Mas deixe-me dizer-lhe, que se havia algum piloto que interessava ao Senna como adversário, esse piloto era apenas o Prost. Mais nenhum estava à altura de lhe dar luta. O Schumacker ainda estava muito verde, tão verde que um dia o Senna foi à boxe dele dar-lhe um puxão de orelhas e o alemão meteu o rabinho entre as pernas.
Macedo
21 Março, 2016 at 19:08
Para ser sincero, acho que o Ayrton Senna é sobrevalorizado. Isto não significa que ele não tenha sido dos melhores de sempre, mas sim que as pessoas vêem nele muito mais do que ele realmente era. Passo a explicar os motivos pelos quais considero que o Ayrton é sobrevalorizado:
1. Marcou a era dourada na Fórmula 1, juntamente com Alain Prost. E, nessa era dourada, era ele o ‘campeão do povo’, era ele o bom da fita na história. Lutava contra o ‘sistema’ montado pelo Jean-Marie Balestre e pelo Alain Prost, enfim, tal e qual uma história de heróis e vilões que vemos nas bandas desenhadas.
2. Tinha o discurso certo. Sabia falar muito bem, sem qualquer dúvida. Sabia unir as pessoas à sua volta e sabia dizer as coisas que os fãs mais gostavam de ouvir. Mais um motivo para justificar a facilidade em idolatrar o Ayrton.
3. A prova de que o Senna é sobrevalorizado é que todos reprovam a atitude do Prost em Suzuka em 1989 mas todos aprovam a atitude do Senna na mesma pista, um ano depois. Situações semelhantes, isto é, um mete o carro em cima do do outro para ganhar o campeonato, aliás, o caso do Senna foi ainda mais grave pois dali podia ter saído um acidente caótico. Mas, lá está, como nos diz o autor em cima, o Senna era tão grande em todo o resto que os fãs até fechavam os olhos às porcarias que ele fazia. Mas isso não invalida que o Senna tenha tido um feitio complicado, tal como o tinha Prost e Schumacher. Schumacher foi campeão em 1994 como todos sabemos, e hoje em dia todos o menosprezam por causa dessa corrida. Já o Senna… enfim. É muita hipocrisia e é muita ovelhinha que repete tudo que os outros dizem para parecer bem que por aí anda.
4. A morte do Senna. Como qualquer herói, morreu a fazer o que mais gostava. Morreu e uniu um número ainda maior de pessoas à volta dele do que aquele que já tinha. Até alguns, que antes nem o idolatravam, passaram a gostar do brasileiro. E é a velha história de que, na hora da morte, todos dizem que era bom homem e boa pessoa.
Em suma, posso dizer, com toda a honestidade do mundo, que gosto do Ayrton Senna porque foi um dos maiores pilotos da história e elevou o patamar de popularidade da Fórmula 1. Porque era exímio nas sessões de qualificação (na minha opinião, o melhor da história em termos de qualificação). Mas também não tenho problemas em dizer que foi tanto covarde em 1990 como o Prost o foi em 1989. Que foi muito covarde quando quase matou o Brundle, lançando o carro para cima do inglês. Que grande parte da sua popularidade se deve à propaganda de super-herói que recebia devido ao seu discurso, ao seu tipo de pilotagem, à criação de um suposto ‘vilão’ e, acima de tudo, à forma como a sua carreira terminou. Não tenho problemas em dizer que, numa volta lançada, o Senna era mais rápido que o Prost, mas que em termos de regularidade, em termos de frieza, Prost era sem dúvida superior.
Quanto ao melhor de sempre… Senna apenas o é na qualificação, na minha opinião. Aí acho que nem merece discussão. Mas para sabermos quem foi o melhor de sempre em corrida, aí teríamos de colocá-los todos no mesmo carro, o que é impossível. De qualquer forma, se tivesse de escolher o meu melhor de sempre, a escolha recairia sobre o Michael Schumacher, por ter sido um piloto completo. E, tal como sei ver os pontos fortes e fracos de outros grandes pilotos da história, sei ver que o Schumacher foi um covarde em ’94. Não faço de conta que não sei o que aconteceu nem invento desculpas esfarrapadas para defender o alemão.
Racingmachine
21 Março, 2016 at 19:26
Excelente comentário, Subscrevo.
LeonardoM
21 Março, 2016 at 20:31
Muitos parabéns quanto à sua analise.
Para mim o Senna é como um exemplo a seguir devido à sua capacidade de ir mais além do limite. E apesar das criticas que mencionou, foi a 1ª e talvez a única vez que vi alguém a tecer criticas a Senna de forma exemplar.
Nasceu no mundo motorizado como um herói pré destinado e morreu também como um heroi.
Penso que a FIA e a F1 devem agradecer imenso a ele não pelo facto de ter lutado contra o sistema, mas sim pelo impacto que teve a sua morte na segurança dos veículos não só no desporto automóvel, mas também nos veículos que hoje conduzimos.
Quem sabe se hoje com 56 anos não estaria a acompanhar os espectadores nas tarde de domingo a comentar a F1.
Maxiumattack
21 Março, 2016 at 22:06
Os meus parabens pelo seu excelente post! Mt bom mesmo e em muito do que escreveu, a minha opinião é igual à sua!
Danilo
22 Março, 2016 at 3:33
Exatamente! Senna para mim também é um dos melhores, isso é indiscutível. Mas ele era super valorizado mesmo. Imagino que por ele ter morrido na pista no auge da carreira fez dele um super-herói. Acho que se nada disso tivesse acontecido, O Senna não seria tão badalado assim. Alias, desde 1992 o pessoal aqui cobrava muito ele. Se ele fizesse uma temporada ruim em 1994 com o “melhor” carro, o povo aqui teria “esculhambado” ele assim como acontece com o Massa e o Barrichello.
Este artigo fala sobre isso inclusive http://www.superdanilof1page.com.br/opniao/formula-1-ayrton-senna-e-michael-schumacher-quem-e-melhor.php
[email protected]
22 Março, 2016 at 19:56
O Macedo vê o assunto de Suzuka com parcialidade e desce muito baixo ao chamar cobarde a quem não está vivo. Só por isso, nem lhe devia dar ressposta, mas eu faço-lhe um desenho para ver se consigo que perceba a diferença entre a atitude desonesta do Prost e a resposta do Senna no ano seguinte. O Prost chega a Suzuka na liderança, mas precisava que o Senna não ganhasse a corrida, senão o brasileiro seria o campeão. Durante a corrida, como o Senna estava em vias de o passar, o francês, aperta propositadamente o Senna para este não o comer na curva. Ficaram os dois presos na gravilha e o porco do francês, consciente da consequência disso, mostrou a sua face quando saltou imediatamente do carro confiante de que já tinha o título no bolso. O Senna, pediu ajuda aos comissários que conseguiram colocar o carro no asfalto da escapatória, e depois fez uma recuperação absolutamente fenomenal, de faca nos dentes, conseguindo a vitória, ao mesmo tempo que a câmara ia dando imagens do Prost incrédulo com o que estava a ver. Só que o francês tinha as costas quentes e o Balestre tratou de roubar pela segunda vez, a vitória ao Senna.No ano seguinte, o Senna fez a pole e o Balestre muda a linha da grelha, colocando O Senna no lado sujo da pista (para beneficiar o Prost, o Balestre não olhava a meios), o Senna pede para que seja reposta a pole no local a que pertence, mas o Balestre mantém a sua. O Senna, diz alto e bom som, para quem quis ouvir, que na largada e caso o Prost saísse melhor (o que veio a acontecer porque o Senna largava do lado sujo) ele manter-se-ia na sua trajectória na curva para a direita e que era a sua, e que não abrandaria para facilitar a passagem do Prost. E não abrandou e acabou a corrida dos dois, exactamente aquilo que o Prost pretendeu fazer ao Senna no ano anterior. A diferença é que o Senna avisou o que faria, caso o Balestre não reposesse a pole onde devia.
Zé do Pipo
23 Março, 2016 at 0:38
daKosta tem toda a razão, eu não era fã de Senna mas o Prost com aquele ar cínico “fazia-as”, que depois o Ballestre tratava de abafar aquilo que dava mais nas vistas, ou impor as suas regras como a da pole! Diria que Ballestre esteve para a F1 como Blatter para o futebol. Tinha que ganhar tudo o que era francês… Num Paris Dakar um Peugeot 405 teve um grande acidente; no parque fechado não se podia intervir; então foi roubado e apareceu “milagrosamente” recuperado… Aparentemente a Peugeot pretendia continuar… acredito que isso só não aconteceu, porque Vatanen e/ou Thierry Sabine não deixaram.
Zé do Pipo
23 Março, 2016 at 0:40
Não sei, ou se calhar até sei, mas cada vez que vejo o Prost lembro-me do Platini! Deve ser o efeito Ballestre e Sepp Blatter.
anotheruser
22 Março, 2016 at 21:58
E do que são feitos os heróis?!
Ninguém os quer perfeitos, senão seriam deuses. E isso os tornaria inacessíveis a nós, “meros humanos” e por isso menos cativantes, mais distantes e reverenciados.
Os erros fazem parte do que atrai tanta atenção sobre ele:
capaz de em momentos seguidos ser quase perfeito e depois fazer coisas que mereciam valente puxão de orelhas de tamanha infantilidade.
O belo é que apesar dos defeitos que possa ter tido, continua a ser o nosso herói, mesmo com a infantilidade de Suzuka em 90. E que raiva me deu que tivesse ganho sem lutar, porque isso não era ele.
E são exactamente esses defeitos que mostram que afinal era um homem e que por isso nos podemos identificar com ele e pensar que: se ele conseguiu sucesso, porque não nós?
É isso que alicerça o mito deste herói: não é a sua perfeição, mas sim a aceitação fácil da sua imperfeição.
Zé do Pipo
21 Março, 2016 at 20:54
Não sendo à data nem o meu ídolo nem o meu favorito, não posso deixar de o considerar senão o melhor piloto, é certamente um dos melhores. Sempre me fez impressão a paixão exacerbada que ele tinha pela F1; achava que tinha sempre razão. Impressionante era a sua rapidez em “qualquer coisa com rodas” sempre no limite. Estava Senna e a Lotus Renault em treinos no Estoril, quando fui assistir na desactivada curva do tanque, curva cega e que não tinha escapatória. Dois factos marcaram-me para sempre: 1º o grotesco e brutal ruído do Renault V6 turbo, de tal modo que parecia algo estar a rasgar-se na minha barriga. Hoje queixam-se que os turbo não fazem ruído… diria antes as unidades híbridas. 2 – A obsessão de Senna pelos limites. A cada volta era visível que Senna passava cada vez mais rápido, mesmo no limite do corrector à saída da curva, obviamente que só parou depois de fazer um enorme pião. Por sorte não tocou num único rail, e se aquilo era estreito.
Danilo
22 Março, 2016 at 3:36
A turma aqui reclama muito dizendo que ele é um produto de Rede Globo (a TV que transmite as corridas) mas o facto dele ser bem quisto na Europa também, não tem nada a ver com a rede.
Pity
22 Março, 2016 at 11:34
Eu tive um colega de trabalho para quem F1 era sinónimo de Ayrton Senna, ao ponto de, quando ele abandonava, desligar a tv. Dizia que ele era o único piloto que lhe dava prazer ver correr. Bem, isso nem era gostar de F1, mas pode justificar o “estatuto” de Senna.
Danilo
22 Março, 2016 at 14:01
Eu fazia isso também hehehehe (mas eu era criança na época né). Na verdade, depois que ele morreu eu só voltei a assistir F1 em 1998, a partir do GP de SPA
[email protected]
22 Março, 2016 at 20:00
Esses dois videos acima, são a prova de que o seu colega tinha razão. Ainda hoje, quando revejo videos dele, é um regalo para os olhos.E quando chovia, o Senna fazia uma corrida à parte dos restantes.
Danilo
23 Março, 2016 at 4:05
Embora o Senna tenha sido a estrela daquela primeira volta em Donnigton com todos os méritos, o Barrichello com a Jordan estava ao mesmo nível. Se o carro não fosse tão ruim, imagino que teria ficado em 3º. Ele ultrapassou uns 5 ou 6 carros na primeira volta e fez depois uma ultrapassagem linda no Prost. Aqui dizemos que deu um X no piloto da Williams. Mas raramente isso é lembrado 🙂
Pity
23 Março, 2016 at 20:03
Prost e a chuva não combinavam. E Donnigton não foi só a primeira volta, foi uma loucura toda a corrida, com o chove/não chove, as trocas de pneus…
Miguel Costa
22 Março, 2016 at 11:56
Um dos melhores de sempre, apesar de nunca ter sido dos meus preferidos. Em qualificação nunca vi nada igual, era quase imbativel numa volta lançada. Continuo na minha opinião de que se não tem morrido a F1 seria diferente, O Schumacher possivelmente não teria tantos títulos e mesmo depois de retirado seria uma mais valia para a F1 com a sua experiência, e a luta que desenvolveu com os poderes instituídos na disciplina enquanto piloto, continuaria com certeza fora das pistas.
[email protected]
22 Março, 2016 at 12:47
Falar de Senna e comparar com outro piloto é brincadeira… A Senna só compararia com Fangio. Senna pra sabe o que conduzir um carro de corridas, e não fui eu que disse isso, mas pessoas que trabalharam com Senna e Schumacher por exemplo, ele foi “simply the best”. E isso diz tudo…