50 anos do Circuito do Estoril – Palco de emoções
Circuito, Autódromo – estas são duas das palavras porque é habitualmente designado. Institucionalmente, tal como refere a designação da empresa que o gere, é Circuito Estoril. No assento de batismo e durante longas décadas – em especial quando a F1 era visita habitual – foi hábito chamar-lhe Autódromo do Estoril.
Ou, para os mais puristas, Autódromo Fernanda Pires da Silva, em homenagem à dona da Autodril, empresa responsável pela sua gestão durante também longas décadas: desde que foi inaugurado, com pompa e uma delegação presidida pelo chefe do Governo de então, Marcello Caetano, a 16 de junho de 1972.
Hoje, está prestes a cumprir 50 anos – mas está bem e recomenda-se.
Como uma espécie de comemoração, o AutoSport vai, ao longo do ano, pedir a alguns dos muitos milhares que passaram pelo Circuito Estoril que contem as suas histórias lá passadas.
Não têm que ser pilotos, para se ser feliz, naquele complexo, não é imperativo ser piloto, embora ajude muito.
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Vasco Morgado
2 Abril, 2022 at 20:22
Já tive a oportunidade de percorrer o traçado do circuito do Estoril em várias ocasiões e situações.
A primeira vez que isso aconteceu foi quando fiz o Rali do Sintrense de 1982 e onde um dos troços cronometrados consistia justamente em dar 5 voltas ao chamado “anel de velocidade” (não utilizando a zona interna do circuito).
Nos anos ’90, fui convidado pela Italian Motor Village para um Drive-Teste de vários modelos Alfa-Romeo tendo conduzido um Alfa 156 1.9 JTD e um Alfa 149 GTA.
Como fotógrafo também já tive a oportunidade de percorrer (a pé) praticamente todo o perímetro da pista bem como estar na zona das boxes quando dos saudosos slaloms do Rali de Portugal nas décadas de ’70 e ’80.
A pista sofreu várias alterações no seu traçado ao longo dos anos sendo as mais visíveis as operadas no final da recta da meta e curva 2 e a criação dos “SSS” antes da entrada na parabólica que antecede a recta da meta.
Outro dos grandes melhoramentos foi a criação de inúmeras escapatórias dignas desse nome.
Lembro-me de ver a Fórmula 1 a partir de 1984 e de estar no Peão Sul e ficar impressionado com a entrada dos carros na curva 2 a alta velocidade e de os ver subir o corrector do lado esquerdo e onde, na altura, a escapatória se resumia a uma estreita faixa de relva tendo logo ali o rail e se a coisa corresse mal, um vôo para um barranco lá existente.
Outra curva que era para homens de ‘barba rija’ era a curva junto às instalações da Associação da Ribeira Longa (creio que chamada de curva do tanque) – quando ainda não existiam os “SSS” – e que, segundo afirmação de Alain Prost, era uma das curvas do campeonato do mundo de F1 que mais o atemorizavam.
Apesar de já ter passado por várias situações complicadas em termos de sobrevivência, é com agrado que vejo o Autódromo ou Circuito do Estoril festejar a linda idade de 50 anos.
Longa vida a esta pista para bem do desporto automóvel nacional e não só.
Parabéns !