Claire Williams abandona cargo de vice-directora
A vice-directora da Williams Racing, Claire Williams vai abandonar o seu papel na equipa, após a conclusão do Grande Prémio de Itália de F1, que se realiza este fim-de-semana. Claire juntou-se à Williams a título oficial em 2002, trabalhando no Gabinete de Comunicações. Em 2012, foi nomeada para a Direção com o cargo de Diretora Comercial e de Marketing antes de assumir a gestão quotidiana da equipa, em 2013 como Vice-Diretora. Claire Williams levou a equipa a dois terceiros e dois quinto lugares no Campeonato de Construtores nos últimos sete anos, mas desde aí para cá tem sido sempre a descer…
O ato final de Claire Williams como vice-diretora, e provavelmente um dos mais cruciais, foi o papel que desempenhou no novo Acordo da Concórdia, recentemente assinado por todas as 10 equipas, documento que abre caminho a uma F1 mais justa, com menos desequilíbrios, isto para além de passar a ser um desporto com regulamentos financeiros e técnicos mais equitativos: “É com um coração pesado que me afasto do meu papel na equipa. Tinha a esperança de continuar o meu mandato no futuro e de preservar o legado da família Williams para a próxima geração. No entanto, a nossa necessidade de encontrar investimento no início deste ano devido a uma série de fatores, muitos dos quais estavam fora do nosso controlo, resultou na venda da equipa à Dorilton Capital.
A minha família sempre colocou a nossa equipa e os nossos funcionários em primeiro lugar e esta foi a decisão absolutamente correta. Sei que neles encontrámos as pessoas certas para levar Williams de volta para a frente da grelha, preservando ao mesmo tempo o legado Williams.
Tomei a decisão de me afastar da equipa a fim de permitir à Dorilton um novo começo como novos proprietários. Não foi uma decisão fácil, mas creio que é uma decisão correta para todos os envolvidos. Tenho sido enormemente privilegiada por ter crescido nesta equipa e no maravilhoso mundo que é a Fórmula 1. Tenho adorado cada minuto e ficarei eternamente grata pelas oportunidades que me foram dadas.
Mas é também um desporto incrivelmente desafiante e agora quero ver o que mais o mundo me reserva. Mais importante ainda, quero passar tempo com a minha família.
“Gostaria de agradecer à Dorilton o seu apoio e por compreender a minha decisão. Gostaria também de agradecer aos nossos fãs que nos apoiaram nos bons e maus momentos. Na Williams sempre fomos uma família, todos sem exceção em Grove mantiveram-me motivada durante os tempos difíceis e são eles que mais vou sentir falta. É minha esperança genuína que o processo por que passámos lhes traga o sucesso que merecem. E finalmente, gostaria de agradecer ao meu pai por tudo o que ele deu à equipa, ao desporto e à nossa família”, disse Claire Williams.
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Paulo Teixeira
3 Setembro, 2020 at 14:31
O fim de uma era, comecei a gostar de F1 exactamente por causa da Williams em 1977, vou continuar a gostar mas é triste ver desaparecer a minha equipa.
O nome vai continuar porque neste caso vale muito dinheiro e estes fundos sabem disso, por isso acredito na continuação do nome.
Danilo
3 Setembro, 2020 at 14:54
Mas estava na cara que isso ia acontecer num futuro próximo…. =\
Mas se os caras não fizerem direito a “nova” Williams também não vai durar muito…..
Frenando_Afondo™
3 Setembro, 2020 at 18:04
Têm de transformar a Williams como aconteceu com a Mclaren. Espero que aconteça e não seja mais um fundo abutre apenas à espera que a equipa dê um mínimo de lucro para a venderem a quem der mais.
csousaxgmail-com
3 Setembro, 2020 at 14:31
É com muita pena que vi todo este desfeche da GRANDE WILLIAMS! Com certeza houve momentos de decisões acertadas, como com de decisões erradas, o que é normal em quem está num cargo de decisões. Penso que, a forma como foi levada a gestão da actual F1, não permite que equipas como a Williams (note-se, era a única), se mantenha no chamado “Grande Circo”. É algo que já começou muito lá atrás com o Bernie Ecclestone. Acredito que também tenha tido a oportunidade de continuar pelo menos até ao fim da presente temporada, agora se a decisão dela foi sair agora, só me resta respeitar e desejar tudo de bom para ela.
Espero que o nome Williams não seja também uma questão de tempo, que continue o legado da família Williams.
Danilo
3 Setembro, 2020 at 14:52
Fazer o que né??? =\
Sr. Dr. HHister
3 Setembro, 2020 at 14:53
Seja o que Deus quiser! Não esperava que a família Williams saísse, agora está tudo nas mãos dos novos donos, para o bem e para o mal. Espero que respeitem o legado.
speedy68
3 Setembro, 2020 at 15:12
Esta só os brasileiros vão entender … “tomou Doril, a Claire sumiu”
Era óbvio que o novo dono ía colocar um administrador de confiança à frente do negócio 🤷🏻♂️
Manuel Araujo
3 Setembro, 2020 at 16:19
Boas noticias para a equipa….. finalmente a Clarinha pode vir para cascais tomar chá e scones . apanhar sol, ler a Caras , e jogar bridge, com as Tias e deixar os popós para quem percebe , bye bye Claire.. enjoy the sun….
Frenando_Afondo™
3 Setembro, 2020 at 18:05
Não tens de ir passar a ferro e fazer o jantar? Deixa lá de armar ao macho alpha e deixa a coisa dos carrinhos para quem percebe. Vá vai lá ver a novela.
Frenando_Afondo™
3 Setembro, 2020 at 18:07
É pena mas tinha de ser. A Williams não ia aguentar muito mais tempo e claro que quem mete dinheiro é quem decide e a gestão da equipa não estava a ser bem feita, assim que parecia-me inevitável. Espero que quem comprou a equipa respeite o seu legado e queira mesmo continuar na F1 e fazer o nome Williams voltar à ribalta. Mas temo que são mais uns aproveitados apenas à espera que a equipa tenha algum lucro para depois a venderem a quem der mais.
[email protected]
3 Setembro, 2020 at 18:42
Infelizmente assim teve de ser. O Frank Williams foi um lutador obstinado que conseguiu montar uma equipa de enorme referencia no meio da competição automóvel. O custo dessa obstinação pela perfeição foi a família que muitas vezes teve de saber lidar com a sua ausência (coisa que a filha, feliz ou infelizmente, não foi capaz de fazer). Para piorar, o acidente que o atirou para a cadeira de rodas, deixou-o sem o pulso de ferro que todos sabíamos ter mas que apesar de tudo ainda foi capaz de manter, muito apoiado no enorme Patrick Head. Só que a idade de ambos não teve clemencia. O acidente do Senna também marcou muito negativamente toda a equipa e com isto encerrou um ciclo vencedor. Depois de 2002, a Claire tentou tudo o que era possível para manter a equipa na mó de cima, teve decisões espectaculares que funcionaram muito bem, mas deu um passo em falso (apenas um) e isso chegou para mandar tudo por agua abaixo. Para mim, o grande (i) responsável pela queda da equipa chama-se Paddy Lowe. Felizmente o nome Williams ficará para sempre gravado na historia da F1 e na memoria de todos os que gostam de competição pelo enorme palmarés que conquistou.
Um muito obrigado ao Sir Frank Williams.
Grande Homem
Lagafe
3 Setembro, 2020 at 19:26
A Willimas já estava em queda quando chegou o Lowe.
O grande erro da Williams foi a sua má relação com a BMW que gerou a compra da Sauber. A partir daí nunca mais tiveram sucesso.
Chicanalysis
3 Setembro, 2020 at 22:41
31 comentários neste momento e ninguém entendeu as implicações desta saída? Vá “especialistas ” e conspiracionistas , pensem lá um bocadinho. A ferrari está em cacos e o Binotto ainda não foi corrido ao pontapé, porquê? Porque não havia ninguém no mercado para o suvstituir, claro! Agora já há.
Cágado1
4 Setembro, 2020 at 0:19
Não havia ninguém no mercado?… Nomes com Lowe ou Boullier estão no desemprego.
neno2912
4 Setembro, 2020 at 3:20
Por mais que pareça insensível foi o melhor caminho. Este modo de sucessão por DNA sempre costuma dar errado. Que venham bons profissionais e que consigam levantar novamente a bandeira de uma das equipas mais emblemáticas da F1