Em Portugal, na dúvida, premium…

Por a 10 Fevereiro 2017 18:03

Portugal é um país pequeno em dimensões mas premium em matéria automóvel. O mais recente estudo do Observador Cetelem concluiu que as marcas denominadas premium são responsáveis por 24% das vendas de veículos novos.

Um valor expressivo, se pensarmos que mercados como os da Alemanha, Reino Unido e Bélgica, apresentam valores pouco superiores: 29% no primeiro e 27% no segundo e terceiro casos. De franzir o sobrolho é saber que dos 15 países analisados, apenas estes três estão acima de Portugal, que ocupa assim a quarta posição na variável em análise.

É na Europa que as marcas premium são mais representadas, com um mercado apoiado essencialmente pelas empresas, através de soluções de financiamento e aluguer de longa duração. O estudo aponta ainda outros fatores que levam ao crescimento das marcas topo de gama, como a aposta em modelos alternativos à tradicional berlina, o que parece cativar novos segmentos de consumidores.

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2 comentários

  1. Vasco Morgado

    11 Fevereiro, 2017 at 1:23

    Além de apaixonado, desde criança, pelo fenómeno automóvel, trabalhei muitos anos na Gestão de Frota de uma das maiores empresas nacionais pelo que estou relativamente bem informado quanto ao assunto deste post.

    Relativamente a Portugal, cujos meandros conheço melhor, há ainda hoje uma certe ‘elite’ que continua a querer viver como no tempo em que o Brasil era uma colónia portuguesa e donde vinham ouro e pedras preciosas para mandarmos construir conventos, mosteiros, comprar carrilhões caríssimos, etc… para essa elite (da época) viver faustosamente.

    Só que esse tempo acabou mas, para algumas mentalidades de agora, essa perspectiva de vida mantêm-se e depois somos TODOS acusados de “andarmos a viver acima das nossas possibilidades”, quando o que acontece é que algumas dessas pessoas (mesmo assim, bastantes) quererem levar essa mesma vida faustosa sem terem, muitas delas, onde “cair mortas” como se costuma dizer.

    O crédito mal parado no sector automóvel, e em boa parte no tocante às viaturas de luxo, onde muitas das vendas são efectuadas com recurso ao crédito bancário ou a contratos de Leasing, ALD ou Renting, tem vindo a aumentar significativamente, e embora ninguém fale muito sobre esse assunto, há locadoras e bancos com garagens cheias de viaturas ‘topo de gama’ que foram retiradas aos seus utilizadores por falta de pagamento das respectivas prestações ou rendas.

    Em Portugal e não só, o automóvel – e neste caso concreto, as viaturas de luxo ou premium – é visto como um meio de ostentar o poderio económico e social dos seus utilizadores que, não raras vezes, são ilusórios.

    Num país onde vinte por cento da população vive abaixo do limiar de pobreza e onde as desigualdades sociais são cada vez mais gritantes, não deixa de ser sintomático Portugal ser o terceiro país (dos que foram analisados neste estudo mas que, recorde-se, inclui os países mais ricos da Europa Ocidental, os EUA e o Japão, só para citar os mais relevantes) com maior percentagem de veículos ‘topo de gama ou premium’ vendidos e que, no nosso caso, é o de que uma em cada quatro viaturas vendidas seja viatura de luxo.

    • José

      13 Fevereiro, 2017 at 10:18

      Como diz o Assis – “Se calhar queriam que andássemos de Renault Clio, não?!”

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