GP do Japão F1, Oliver Bearman: “Senti que não me foi dado muito espaço”
Oliver Bearman reagiu ao violento acidente no Grande Prémio do Japão de 2026, em Suzuka, garantindo estar bem fisicamente após um impacto de 50G, num incidente que marcou a corrida.
O piloto da Haas, que vinha a recuperar posições após partir de 18.º, perdeu o controlo do monolugar quando chegou à traseira de Franco Colapinto, que seguia significativamente mais lento nessa parte da pista. Acabou por embater com violência nas barreiras, saindo do carro a coxear. O incidente, que originou um Safety Car, voltou a levantar preocupações sobre as grandes diferenças de velocidade associadas aos regulamentos de 2026.
Bearman apontou precisamente essas diferenças como um fator determinante para o acidente, referindo que os pilotos já tinham alertado para os riscos junto da FIA. Além disso, considerou que a gestão do espaço em pista não foi adequada face às circunstâncias, defendendo maior precaução nestas situações. Apesar do impacto, o britânico escapou sem lesões graves e destacou o espírito da equipa numa fase em que terão tempo para reagir antes da próxima corrida.
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— TGR Haas F1 Team (@HaasF1Team) March 29, 2026
Oliver Bearman garantiu que está bem após o acidente:
“Está tudo bem, estou absolutamente bem. Foi um momento assustador, mas está tudo bem, que é o mais importante. O carro ficou bastante danificado, mas temos um mês para recuperar e voltar mais fortes. Só posso pedir desculpa à equipa do fundo do coração, porque isto vai dar muito trabalho.”
Sobre as causas do acidente, acrescentou:
“Foi uma diferença de velocidade enorme, cerca de 50 km/h, que faz parte destes novos regulamentos e a que temos de nos habituar. Mas também senti que não me foi dado muito espaço, tendo em conta a enorme diferença de velocidade que levava. É algo que discutimos na sexta-feira com os outros pilotos e com os comissários, que precisamos de ser mais flexíveis e mais preparados devido a estas grandes diferenças de velocidade. Acho que, como grupo, avisámos a FIA do que poderia acontecer e este foi um resultado muito infeliz de uma diferença de velocidade como nunca vimos na Fórmula 1 até estes novos regulamentos.”
Bearman é a primeira “vítima” destes novos regulamentos. Sem culpa, viu-se numa situação perigosa, colocando em causa a sua integridade física. O facto de este incidente ter acontecido em Suzuka, antes da pausa de cinco semanas que a F1 vai agora ser obrigada a cumprir por causa do conflito no Médio Oriente, é uma bênção disfarçada.
Já se falava que o foco das mudanças que estão a ser ponderadas, e que serão levadas a discussão nas próximas semanas, era apenas a qualificação. O facto de as corridas terem muitas ultrapassagens e várias lutas permitia disfarçar um problema que é geral e não apenas da “quali”. Bearman expôs uma das grandes fraquezas deste regulamento, ao evidenciar o risco criado por deltas de velocidade extremos em fase de recuperação de energia também em corrida.
A FIA não parece interessada em lançar uma investigação oficial dedicada ao tema, mas certamente percebeu o que aconteceu. E se muito se pode criticar em algumas decisões questionáveis do órgão federativo, ninguém pode pôr em causa o caminho que tem sido seguido ao nível da segurança. É por isso que este incidente pode ser o momento-chave para esta regulamentação: já não se falará apenas de espetáculo e ultrapassagens, mas de um regulamento que precisa urgentemente de ser revisto, a bem do espetáculo e, sobretudo, da segurança dos protagonistas e de quem enche as bancadas e assiste em casa.
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