O piloto letão Mārtiņš Sesks concluiu a temporada de 2026 do Campeonato do Mundo de Ralis no 16º lugar da classificação de pilotos, somando três presenças nos pontos ao longo de um programa de seis rondas com a M-Sport Ford. A época ficou marcada por diversos contratempos mecânicos e furos que condicionaram os resultados finais da dupla que integra também o navegador Renārs Francis.
Depois de enfrentar problemas com pneus na Suécia, em Portugal, na Grécia e na Sardenha, o piloto destacou o potencial demonstrado na Finlândia, onde chegou a ocupar o quinto lugar antes de sofrer um acidente perto do final da derradeira classificativa do dia (SS14).
“O nosso fim de semana [na Sardenha] teve problemas como tivemos em todos os ralis deste ano. Não tivemos nenhum rali sem um problema, por isso é o que temos para este ano”, afirmou Mārtiņš Sesks, fazendo o balanço da época. “Foi atribulado. Mas voltamos a mostrar bons tempos por troço, tempos de top três e assim por diante, mas no fim não deu realmente em nada. Não sei como classificar a minha época”, acrescentou.
Participação na final do ERC em Portugal
Antes de definir os planos para 2027, Mārtiņš Sesks vai alinhar na derradeira ronda do Campeonato da Europa de Ralis (ERC), o Rally 6 Cities North of Portugal. O piloto integra a estrutura da Team MRF Tyres ao lado de Roope Korhonen e Patrick Enok, ao volante de um Škoda Fabia RS Rally2.
Esta será a segunda participação do letão no ERC esta temporada, depois de ter alcançado o segundo lugar no Royal Rally of Scandinavia, disputado em maio. A prova portuguesa surge como nova oportunidade para acumular quilómetros e avaliar propostas futuras.
A incerteza quanto ao programa para 2027
Garantir maior regularidade competitiva constitui a prioridade para o piloto de 27 anos, que debate a viabilidade de continuar com programas parciais na categoria máxima dos ralis.
“Vou provavelmente pilotar alguma coisa com alguém, algures”, referiu Sesks a propósito do futuro. “É apenas uma questão de ver o que é possível, que tipo de propostas podemos ter e que tipo de discussões podemos ter. Há algumas hipóteses de fazer algo, mas depende de quanto conseguirmos fazer e do que conseguirmos fazer”, explicou.
O letão apontou as dificuldades decorrentes de longas paragens entre provas, sublinhando o ritmo alcançado na Finlândia antes de um interregno de dois meses. “Acho que também é uma questão de que, após estes dois anos e meio, se as ofertas a tempo parcial forem tudo o que conseguirmos arranjar, provavelmente terei de fazer outra coisa”, concluiu.








