Este próximo fim de semana, entre 23 e 25 de outubro, todos os olhos estarão postos no Norte de Portugal, onde o Rally 6 Cidades Norte de Portugal servirá de palco para a penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). Com o título de campeão de 2026 em pano de fundo, a emoção promete ser palpável, especialmente na luta entre Rúben Rodrigues (Toyota GR Yaris Rally2) e Pedro Almeida (Toyota GR Yaris Rally2). Embora o desfecho final do campeonato não se decida ainda nesta jornada, que coincide com o final do Campeonato da Europa (ERC), os pontos em jogo serão cruciais para definir o caminho rumo à glória.
Este rali antevê-se como um dos mais exigentes da temporada, apresentando 17 classificativas e um total de 181,10 quilómetros ao cronómetro, tudo em pisos de terra que prometem testar a perícia e a resistência de pilotos e máquinas. Terminar com uma boa classificação será, sem dúvida, um feito determinante.
O duelo titânico: Rodrigues vs. Almeida
Rúben Rodrigues, o atual líder do CPR e piloto da Auto Açoriana Racing, tem sido a força dominante da temporada, somando até então quatro vitórias e um segundo lugar. No entanto, o abandono no Algarve, na sequência do que terá sido o seu primeiro erro, permitiu que o seu rival direto, Pedro Almeida, conquistasse a segunda vitória do ano e reduzisse significativamente a desvantagem. Apesar deste percalço, Rodrigues mantém o estatuto de favorito, fruto de um percurso notável. A partir desta prova, e após o abandono anterior, já não terá de excluir qualquer pontuação (contam os sete melhores resultados de oito provas), o que lhe confere uma vantagem estratégica importante.
Pedro Almeida, por sua vez, demonstrou a sua resiliência e capacidade de resposta ao vencer no Algarve, relançando-se na corrida pelo campeonato. A sua determinação em encurtar a distância para o líder promete um espetáculo de alta voltagem nas estradas do Norte.
A constelação de estrelas e os potenciais “Spoilers”
Para além da intensa disputa pelo título, vários outros nomes de peso prometem abrilhantar a prova e, quem sabe, intrometer-se na luta pelos lugares cimeiros, tornando-se potenciais “spoilers” na guerra de pontos.
Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), Ricardo Teodósio (Citroën C3 Rally2), José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon Rally2), Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2) e Gonçalo Henriques (Hyundai i20 N Rally2) são pilotos com experiência e ritmo para lutar por vitórias em classificativas e lugares no pódio.
A performance do jovem Rafael Rego (Toyota GR Yaris Rally2), colega de Pedro Almeida na Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, é aguardada com grande expetativa. Nos troços algarvios, Rego evidenciou um ritmo ao nível dos mais rápidos, e a sua decisão estratégica de não defender o primeiro lugar na última classificativa para beneficiar o
seu companheiro de equipa demonstrou não só talento, mas também um forte espírito de equipa.
Outros talentos em destaque
Luís Cidade (Toyota GR Yaris Rally2), que prossegue a sua preparação para o CPR de 2027 a tempo inteiro, e Guilherme Meireles (Skoda Fabia Rally2 Evo) são outros pilotos capazes de se destacarem e aquecerem a disputa pelos primeiros lugares.
A batalha nas duas Rodas Motrizes
Na categoria de duas rodas motrizes, o campeão João Rodrigues (Peugeot 208 Rally4) estará ausente nesta jornada, após ter garantido o título na prova anterior, tal como Pedro Câmara. Com a coroa já entregue, a atenção vira-se para a luta pela vitória no rali.
Principal Candidato: Hélder Miranda (Peugeot 208 Rally4), o atual terceiro classificado, surge como um dos favoritos à vitória, procurando capitalizar a ausência dos seus principais rivais. Entre os desafiadores estão Pedro Silva (Lancia Ypsilon Rally4), Afonso Santos (Peugeot 208 Rally4), Afonso Seixas (Renault Clio Rally5) e Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4), prometendo uma luta intensa e imprevisível.
O Rally 6 Cidades Nortte de Portugal promete ser um espetáculo de adrenalina e estratégia, onde cada segundo e cada ponto podem ser decisivos na corrida pelo título do CPR.
A decisão do campeonato principal fica para o Vidreiro, mas as contas em Fafe deverão ficar mais definidas ou ainda mais em aberto…








