Guilherme Meireles e Pedro Alves (Skoda Fabia Rally2 Evo) não terminaram o Rali do Algarve, mas fizeram algo histórico na prova: venceram à geral a PEC5, São Marcos da Serra 1, o que sucede pela primeira vez na ainda curta carreira nos RC2. É verdade que beneficiaram da ordem na estrada, mas é preciso “guiar o carro” para conseguir bater todos os outros.
Guilherme, parabéns. Uma vitória num troço — é verdade que apanhaste a estrada mais limpa, mas é preciso guiar o carro e é excelente. Fica para a história. Como é que te sentiste quando olhaste para a tabela de tempos e viste aquilo?
“Senti-me muito contente, como é óbvio. É a nossa primeira vitória num troço, portanto é sempre um marco importante. Mas, acima de tudo, estou contente porque estamos na posição exatamente oposta àquela em que estávamos ontem. Ontem, realmente, foi um dia muito mau; acima de tudo, da minha parte, não me estava a sentir confortável, estava descoordenado e ouvia mal as notas. Pronto, correu mal.
Hoje conseguimos dar a volta, aos poucos fomos aumentando o ritmo e, efetivamente, agora no último troço fizemos uma especial bastante boa, com um andamento muito forte. Fomos premiados com a primeira vitória e fica uma excelente recordação.
Assim que disseram que tinhas ganho o troço, acreditaste à primeira ou tiveste de olhar para ter a certeza?
“Vou ser sincero: eu tinha a noção de que vínhamos a fazer um bom troço, mas não sabia que ia ganhar. Foi sempre uma surpresa, porque é a primeira vez, mas tinha a consciência de que o ritmo era bom. Ficam todos muito contentes. É histórico.” O abandono deu-se na penúltima especial, depois de já terem caído quatro posições no troço anterior.
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