Elfyn Evans e o co-piloto Scott Martin sagraram-se Campeões do Mundo de Ralis (WRC) no domingo, na Sardenha, os primeiros títulos mundiais da dupla. O britânico tinha terminado cinco vezes em segundo lugar no Campeonato do Mundo de Ralis, e a conquista põe fim a uma das esperas mais longas da história recente da modalidade.
Título decidido na Power Stage
Evans chegou à Sardenha com 17 pontos de vantagem sobre Sami Pajari e 21 sobre Oliver Solberg, e os três ainda tinham hipóteses de ser campeões. Abrir a estrada na sexta-feira dificultou a prova desde o início. No sábado, Solberg passou para a liderança do rali e manteve a pressão.
No domingo, um furo na penúltima especial obrigou Evans a parar para mudar a roda. Perdeu cerca de dois minutos e deixou de ter hipóteses de somar pontos no Super Domingo. A decisão do campeonato passou para a Power Stage.
Evans chegou ao fim da especial. Solberg, que procurava o resultado de que precisava, saiu de estrada a duas curvas do final do troço. Só então o piloto começou a aceitar que o título era seu.
Uma reação contida
Evans disse não saber bem o que sentia. “Acho que é um pouco de alívio, um pouco de felicidade, um pouco de alegria”, afirmou. O piloto referiu ainda não estar orgulhoso dos últimos ralis da época, mas considerou que o título “não foi ganho aqui”. Foi, disse, “o trabalho de toda uma temporada”.
O pai, Gwyndaf Evans, começou a festejar assim que Solberg saiu de estrada. “Estava demasiado entusiasmado com as celebrações”, contou o piloto a rir. “Assim que ele saiu da estrada, já estava a festejar. Eu pensei: ‘Esperemos um segundo.'”
Evans acrescentou que muitas pessoas estavam mais convencidas do que ele, sobretudo nas fases iniciais da época. Mesmo depois de regressar à meta, admitiu que a conquista ainda não lhe tinha caído por completo. “Não sou o tipo de pessoa que se entusiasma demais”, disse. “Mas é muito bom.”
A época de Evans
A temporada de Evans começou com o segundo lugar no Rallye Monte-Carlo, seguido de uma vitória na Suécia, que lhe deu a liderança do campeonato. Teve fins de semana mais difíceis no Quénia e na Croácia, mas continuou a pontuar. Depois do segundo lugar nas Canárias, voltou ao topo da classificação e manteve-se aí até ao fim do ano.
Seguiu-se um pódio em Portugal e a segunda vitória da época, no Japão. Nos meses de verão, abrir a estrada deixou-o com condições menos favoráveis em vários ralis de terra. Entretanto, Pajari e Solberg foram reduzindo a diferença com uma série de bons resultados.
Evans continuou a somar pontos. Foi quinto na Grécia, sexto na Estónia, voltou ao pódio na Finlândia e terminou em quarto no Paraguai. No Chile, um pneu danificado na penúltima especial custou-lhe o segundo lugar e fê-lo cair para quinto. Solberg venceu o rali e reduziu a vantagem do britânico na liderança. Depois da prova, Evans disse que a equipa teve “bastante azar”.
Cinco vice-campeonatos
Em 2020, Evans chegou à final de Monza a liderar o campeonato por 14 pontos, mas saiu de estrada em condições de neve. Terminou em segundo lugar, atrás de Sébastien Ogier, e voltou a ficar em segundo no ano seguinte. Seguiram-se outros segundos lugares em 2023 e 2024. Em 2025, falhou o título por apenas quatro pontos.









