A Sardenha já ‘ferve’, palco de uma batalha titânica onde o título do WRC está totalmente em aberto, com apenas quatro troços a separar os pilotos da glória ou do desespero! A tensão é palpável enquanto Elfyn Evans se agarra a uma vantagem provisória de seis pontos virtuais sobre Oliver Solberg, o atual líder do rali, à medida que se preparam para as derradeiras quatro especiais deste domingo escaldante.
Oliver Solberg, ao lado do seu navegador Elliott Edmondson, está a desempenhar o seu papel com mestria, liderando o rali com uma confortável margem de 33,6 segundos sobre o veterano Sébastien Ogier. Contudo, a liderança do rali não é suficiente. O jovem sueco sente a pressão de ter de lançar um ataque feroz para tentar arrebatar os seis pontos que ainda o separam, virtualmente, de Elfyn Evans. O galês, por sua vez, tem de “fazer pela vida” se quiser erguer o troféu de campeão, defendendo cada metro de estrada como se fosse o último.
O outro contendente ao título, Sami Pajari, arranca para este domingo decisivo na terceira posição, ostentando uma vantagem de 52,1 segundos sobre Adrien Fourmaux, da Hyundai, que heroicamente arrebatou o quarto lugar a Evans na última especial de sábado. No entanto, a missão do finlandês é, sem dúvida, a mais hercúlea de todas.
A derradeira questão reside em dois fatores cruciais. Solberg, apesar de estar na frente do rali, é obrigado a atacar para vencer o “super domingo” e a crucial Power Stage, esperando que a sua audácia lhe permita recuperar os seis pontos vitais de Evans. O galês, em contrapartida, tem a tarefa oposta: frustrar os planos de Solberg e impedir que este some esses preciosos seis pontos adicionais. As posições finais de ambos no rali tornam-se quase irrelevantes, porque os seis pontos a mais, podem ser alcançados dee várias formas, isto no pressuposto, claro, que Solberg mantém a sua liderança na classificação geral.
Serão, portanto, quatro troços de puro “stress”, mas com uma diferença abismal: Evans, que chegou à Sardenha com 17 pontos de avanço, tem agora tudo a perder, enquanto Solberg, no polo oposto, tem tudo a ganhar. A maior ironia deste enredo dramático seria se esta luta de titãs acabasse em ‘desgraça’ para ambos, abrindo caminho para Sami Pajari se sagrar, de forma surpreendente, o Campeão!










