Elfyn Evans, piloto da Toyota Gazoo Racing, considera que ainda tem uma “tarefa difícil” pela frente para conquistar o seu primeiro título no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), sublinhando que gerir a vantagem com um ritmo lento não será opção no Rali da Sardenha, que encerra a temporada na próxima semana.

O piloto britânico lidera o campeonato com uma vantagem de 17 pontos sobre o colega de equipa Sami Pajari, enquanto Oliver Solberg mantém-se na luta pelo título após vencer o Rali do Chile, deixando os três primeiros classificados separados por 21 pontos. Com 35 pontos ainda em disputa na prova italiana em pisos de terra, que assumiu o estatuto de derradeira ronda do campeonato após o cancelamento do Rali da Arábia Saudita, Evans mantém-se cauteloso.
Sobre o cancelamento da etapa saudita, o piloto afirmou que se tratou da decisão correta em termos de segurança global, mas ressalvar que desportivamente não altera substancialmente a sua situação atual. “Claro que há uma ronda a menos e, sendo em terra, abrir a estrada na Sardenha vai ser difícil”, apontou, acrescentando que a luta pelo título continua totalmente em aberto e que nada está garantido.
Evans recordou o sucedido no Chile para ilustrar a imprevisibilidade do atual sistema de pontos e a margem ténue que separa os candidatos. “Vejam o Oliver no Chile, onde tivemos um furo no último dia cuja origem desconhecemos, e ele recuperou 20 pontos à custa disso. Essa é a realidade do sistema de pontos e do desporto neste momento, por isso andar a passear não é definitivamente uma opção”, declarou.
Abordagem para a derradeira ronda
Apesar da importância do título em discussão, o piloto da Toyota assegura que não vai alterar a sua abordagem habitual nem focar-se excessivamente nos cálculos matemáticos do campeonato.
“Sobretudo ao abrir a estrada, normalmente na Sardenha constitui uma desvantagem significativa arrancar primeiro, pelo que poderá ser difícil”, explicou Evans, defendendo que a equipa deve encarar a prova como qualquer outra e ignorar a classificação. O piloto lembrou ainda a vantagem idêntica que detinha sobre Seb Ogier em 2020 para reforçar que possui experiência suficiente sobre o que deve evitar, frisando que a decisão final é muito menos certa do que aparenta no papel.
A edição deste ano do rali italiano poderá colocar desafios adicionais aos concorrentes, uma vez que a prova transita do tradicional período de início de verão para o mês de outubro, o que poderá trazer condições meteorológicas distintas. O impacto negativo de abrir a pista dependerá diretamente do estado do tempo nos dias anteriores, segundo o líder do campeonato: “Se tivermos uma semana seca antes do evento, provavelmente será o habitual, mas teremos de esperar para ver como estará o tempo.”










