Elfyn Evans, Sami Pajari e Oliver Solberg são os únicos pilotos ainda com possibilidades matemáticas de conquistar o título de pilotos do Campeonato do Mundo de Ralis de 2026, que será decidido no próximo Rali da Sardenha. A prova italiana encerra o campeonato depois da saída do Rali da Arábia Saudita do calendário, deixando um máximo de 35 pontos disponíveis.
Evans chega a Alghero na liderança, com 230 pontos, mais 17 do que Pajari e 21 do que Solberg. Os três pilotos da Toyota procuram conquistar pela primeira vez o título mundial.
O sistema de pontuação atribui 25 pontos ao vencedor do rali, 17 ao segundo, 15 ao terceiro, 12 ao quarto e 10 ao quinto. Estão ainda disponíveis cinco pontos na classificação do Super Domingo e outros cinco na Wolf Power Stage, permitindo um máximo de 35 pontos.
Evans pode garantir o título com 19 pontos
Elfyn Evans será campeão se somar pelo menos 19 pontos na Sardenha, independentemente dos resultados de Sami Pajari e Oliver Solberg. A vitória garante-lhe imediatamente o título, mesmo que não some qualquer ponto adicional no Super Domingo ou na Wolf Power Stage.
O galês também pode atingir os 19 pontos através de outras combinações: segundo lugar com pelo menos dois pontos de bónus, terceiro com quatro, quarto com sete ou quinto com nove.
Um sexto lugar vale oito pontos. Mesmo que Evans consiga os dez pontos disponíveis nas classificações de domingo, chegaria apenas aos 18 e dependeria dos resultados dos dois adversários.
Por isso, menos de 19 pontos não elimina Evans da luta, mas permite que Pajari e Solberg mantenham possibilidades de ultrapassá-lo.
Pajari precisa de superar Evans por 18 pontos
Sami Pajari chega à última prova com 213 pontos, depois de uma sequência de três vitórias consecutivas na Estónia, Finlândia e Paraguai.
Para terminar à frente de Evans apenas através da pontuação, o finlandês precisa de conquistar mais 18 pontos do que o atual líder. Ao mesmo tempo, começa a prova apenas quatro pontos à frente de Solberg, pelo que também terá de controlar a diferença para o piloto sueco.
Se Solberg conseguir mais cinco pontos do que Pajari, ultrapassará o finlandês na classificação.
Um resultado perfeito de 35 pontos levaria Pajari aos 248. Nesse cenário, Evans teria de somar no máximo 18 pontos. Se ambos terminassem com 248, Pajari seria campeão pelo critério de desempate, caso vencesse na Sardenha, pois passaria a ter quatro vitórias na temporada, contra duas de Evans.
Solberg precisa de recuperar 21 pontos
Oliver Solberg parte para a Sardenha com 209 pontos, 21 atrás de Evans e quatro de Pajari. A vitória no Chile manteve o piloto sueco na luta pelo título.
Para terminar à frente dos dois rivais apenas através dos pontos, Solberg precisa de obter mais 22 pontos do que Evans e mais cinco do que Pajari.
A pontuação máxima de 35 pontos colocá-lo-ia nos 244. Nesse caso, Evans poderia somar até 15 pontos. Com 15, ambos terminariam com 244, mas uma vitória de Solberg na Sardenha colocá-lo-ia à frente no desempate, com três triunfos na temporada contra dois de Evans.
Se Solberg conseguir a vitória, os cinco pontos do Super Sunday e os cinco da Wolf Power Stage, Pajari já não poderá igualar os 244 pontos.
Vitórias serão decisivas em caso de empate
Se dois ou mais pilotos terminarem o campeonato com o mesmo número de pontos, o primeiro critério de desempate é o número de vitórias, seguido pelos segundos lugares, terceiros e restantes posições.
Pajari parte para a última prova com três vitórias, enquanto Evans e Solberg têm duas cada. O resultado do Rali da Sardenha pode, por isso, alterar a situação nos desempates.
A única certeza antes da prova é que Evans será campeão com 19 pontos. Abaixo desse valor, a decisão poderá prolongar-se até ao Super Domingo e à última Wolf Power Stage da temporada. Como é lógico, só em caso de abandonos definitivos se pode determinar o Campeão, antes do rali terminar. Com todos em prova as contas só se fazem no derradeiro controlo do Rali da Sardeenha.











