A Red Bull anunciou esta quinta-feira a renovação de contrato com Max Verstappen até ao final da temporada de 2030. O piloto neerlandês, de 28 anos, estende assim a sua ligação à equipa de Milton Keynes por mais duas épocas face ao vínculo anterior, colocando um ponto final na especulação sobre o seu futuro na Fórmula 1.
O anúncio surge em pleno ambiente do Grande Prémio dos Países Baixos, em Zandvoort, a prova caseira de Verstappen. Apesar do piloto ainda não ter somado qualquer vitória na presente temporada de 2026 — contando, ainda assim, com quatro pódios —, o compromisso reforça a confiança mútua num momento de reconstrução da estrutura.
Uma parceria histórica no automobilismo
Verstappen ingressou na Red Bull em 2016, promovido a meio da época a partir da Toro Rosso (atual Racing Bulls). Desde então, construiu um trajeto assinalável no automobilismo, somando 71 vitórias e quatro títulos mundiais de pilotos.
Após a conquista do quarto campeonato em 2024, a McLaren dominou a época de 2025. Numa recuperação notável na fase final desse ano, o neerlandês acabou por perder o quinto título por apenas dois pontos para Lando Norris. Com a entrada em vigor do novo regulamento técnico, a Red Bull perdeu competitividade, o que alimentou rumores sobre uma eventual saída do piloto. Contudo, a decisão de renovar reflete a aposta na liderança de Laurent Mekies, diretor de equipa desde julho de 2025.
Em comunicado, a Red Bull classificou a ligação como «uma das parcerias mais bem-sucedidas e marcantes da história da Fórmula 1», sublinhando que o acordo representa «uma poderosa declaração de confiança e ambição mútuas».
Refletindo sobre a continuidade, o tetracampeão mundial destacou o sentimento de pertença e a visão para o futuro da equipa: «Estou muito satisfeito com a extensão do contrato. Temos as melhores pessoas e estou entusiasmado por continuar a trabalhar com todos para voltar ao topo. Este continua a ser o objetivo final para o qual todos temos trabalhado e que continuaremos a perseguir. Quero agradecer à Red Bull, ao Laurent e a todos na Oracle Red Bull Racing pela confiança que depositam em mim.
Sempre o disse: a equipa é como uma segunda família para mim e sinto-me muito em casa. Vim para a equipa com a esperança de conseguir vencer corridas. O que alcançamos juntos foi simplesmente incrível, partilhamos muitos momentos inacreditáveis e vencemos quatro Campeonatos do Mundo.
Continuar esta jornada com a mesma equipa em que estive durante toda a minha carreira é algo muito especial e que sempre quis fazer. Trabalhar com o Laurent há mais de um ano também tem sido ótimo, vejo uma visão clara que ele tem para a equipa. Todos em Milton Keynes acreditam no que estamos a construir e estou ansioso pelo próximo capítulo, lutando por mais vitórias e competindo por campeonatos à medida que continuamos a moldar o futuro desta equipa.
Fazer este anúncio durante o último Grande Prémio em Zandvoort é também um grande momento para mim. Esperamos poder dar aos adeptos uma despedida especial para a corrida final no meu País.»
FOTO MPSA Agency











Tudo é sempre uma questão de €€€€€€.
Acho que ele devia mudar de equipa, se não já, pelo menos no futuro. Dificilmente poderá ser considerado um dos maiores de sempre se todas as suas vitórias forem conseguidas na mesma estrutura, dedicada a ele. Ter sucesso noutra equipa arrumava de vez as dúvidas. (Digo eu, que não lhe tenho estima, mas reconheço a rapidez.)
LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL.
Que grande melão daqueles que afirmavam a pés juntos que ele ia para a McLaren.
Nunca me interessou se ele ficava ou saía da Red Bull, só não gostaria de o ver na “minha” McLaren.
Não sei se, a longo prazo, esta dependência do Verstappen não virá a ser prejudicial à Red Bull. Os pilotos vão, mas as equipas ficam.
Desfecho esperado dadas as ocupações já confirmadas nas principais equipas. Para onde quer que fosse, iria sempre haver discussão em relação a um potencial primeiro piloto. Se não houvesse um Kimi teria ido muito provavelmente para a Mercedes, pois o Russel parece-me o piloto mais fraco (menos forte) de todos os que estão no topo.