A Teo Martín Motorsport poderá investir em duas unidades do novo Toyota WRC27. Em declarações ao podcast RallyCast, o próprio Teo Martín sinalizou a firme intenção de adquirir duas unidades Rally1 preparadas para o novo regulamento de 2027.
Numa equipa há muito com fortes ligações à Toyota, a ideia subjacente passa por expandir de forma muito ambiciosa a presença da estrutura espanhola no escalão máximo do desporto.
Embora existam contornos de especulação sobre os moldes exatos do programa desportivo, a Toyota surge como o destino óbvio para este investimento. A Teo Martín Motorsport já é há muito o braço operacional oficial da Toyota España / Toyota Gazoo Racing Spain. Juntos, têm tido imenso sucesso no panorama nacional e mesmo internacional, Conquistaram o Supercampeonato de Espanha de Ralis (S-CER) em 2024 com Alejandro Cachón ao volante do GR Yaris Rally2 e têm mais recentemente competido na categoria WRC2 do Campeonato do Mundo utilizando o mesmo modelo.
Caso o projeto avance, especula-se que a estrutura madrilena possa gerir este programa de topo no WRC em representação da própria TGR Spain, aproveitando a obrigatoriedade de os construtores disponibilizarem e venderem estas viaturas a clientes e parceiros regionais sob as novas regras.
O outro lado: críticas e ceticismo face às regras de 2027
Apesar do aparente forte interesse, o próprio Teo Martín tem manifestado publicamente duras críticas e sérias dúvidas relativamente ao rumo técnico definido pela FIA para 2027. Em declarações recentes, o responsável máximo da equipa classificou o enquadramento projetado como “uma trapalhada”. Teo Martín alertou que as novas regras levantam fortes dúvidas de viabilidade competitiva e, sobretudo, financeira para as equipas privadas, defendendo que a Federação Internacional deveria ter optado por uma evolução diferente das viaturas para conter os custos.
Em suma, há uma clara intenção manifestada por Teo Martín de avançar para a compra de dois carros de topo para 2027, e a forte parceria com a Toyota coloca o construtor japonês na linha da frente para fornecer essas máquinas. Contudo, a viabilidade real do projeto dependerá de como os custos finais e as regras da FIA forem digeridos pelas estruturas privadas até à estreia oficial da nova regulamentação.










