O Circuito do Mónaco acolhe este fim de semana a 72.ª edição do seu emblemático Grande Prémio, numa ronda marcada pela histórica celebração da 1000.ª corrida da McLaren na Fórmula 1. O traçado urbano mais famoso do mundo volta a testar os limites de uma grelha que conta com seis antigos vencedores na pista, num confronto direto entre a tradição e a ambição contemporânea.
Presente no calendário inaugural do Campeonato do Mundo em 1950 e com paragens consecutivas desde 1955 — interrompidas apenas em 2020 devido à pandemia de COVID-19 —, a mítica prova monegasca mantém o seu estatuto como o derradeiro teste de precisão e prestígio no desporto automóvel.
A Hegemonia de Senna e os rivais da grelha atual
A história das ruas do Principado confunde-se com o legado de Ayrton Senna, que se mantém como o piloto mais bem-sucedido de sempre no Mónaco, com seis triunfos (o primeiro em 1987 pela Lotus e, posteriormente, cinco consecutivos entre 1989 e 1993 ao volante de um McLaren). O astro brasileiro supera Graham Hill e Michael Schumacher, detendo ainda o recorde absoluto de pole positions na pista (seis).
Na grelha contemporânea, Lewis Hamilton lidera os pilotos no ativo com três vitórias (2008 pela McLaren, 2016 e 2019 pela Mercedes). Contudo, a concorrência é feroz: Fernando Alonso somou triunfos em 2006 e 2007, Max Verstappen impôs-se em 2021 e 2023, Sergio Pérez venceu em 2022 e Lando Norris entra em pista na qualidade de campeão em título, após vencer a edição do ano passado pela McLaren: “Vencer no Mónaco exige uma precisão milimétrica e um respeito absoluto pelos muros. É uma corrida onde a história nos observa a cada curva”.
Heróis locais e recordes de construtores
O monegasco Charles Leclerc, que triunfou em 2024 pela Ferrari, compete sob forte atenção mediática. Leclerc é apenas o segundo piloto da história do Principado a vencer em casa e o único a alcançá-lo na era moderna da Fórmula 1, sucedendo a Louis Chiron, o pioneiro que venceu em 1931. O atual piloto da Scuderia destaca-se também pelo melhor registo de qualificações do pelotão atual na pista, com três poles (2021, 2022 e 2024).
No campeonato de construtores, a McLaren lidera o palmarés histórico com 15 vitórias no Mónaco, seguida pela Ferrari com 10, e pela Lotus e Red Bull Racing com sete triunfos cada.
O Marco do Milénio em Woking
O fim de semana assume contornos memoráveis para a McLaren, que celebra a sua milésima corrida na Fórmula 1. Desde a sua estreia precisamente no GP do Mónaco de 1966, a equipa britânica construiu um palmarés monumental: 203 vitórias, 177 pole positions, 561 pódios, 10 Campeonatos de Construtores e 13 de Pilotos. Apenas a Ferrari, com 1127 participações, apresenta maior longevidade no grande circo, prometendo um embate épico nas icónicas ruas de Monte Carlo.








