José Pedro Fontes fez um balanço claramente negativo do primeiro dia do Rali de Lisboa, admitindo dificuldades em adaptar-se ao carro e assumindo que a escolha de afinação não resultou. O piloto revelou falta de confiança ao volante, devido a um comportamento demasiado duro e instável, e reconheceu que nem o conhecimento prévio de alguns troços foi suficiente para compensar essas limitações. Com a segunda etapa pela frente, Fontes aponta a prioridade a corrigir o carro, embora admita dúvidas quanto à capacidade de recuperar terreno num pelotão que considera muito rápido.
AutoSport: Zé Pedro, como foi este dia? Como correu?
José Pedro Fontes: “Não correu grande coisa. Não conhecemos ainda bem o carro, viemos com um setup mais radical, mas o carro bate muito no chão, está muito duro, muito instável e não nos está a dar confiança nenhuma. Mas OK, estamos sempre a aprender. Amanhã vamos tentar mudar e tentar estar mais perto da frente, mas o balanço é bastante negativo hoje.”
AS: Há troços que são diferentes dos que já conhecias do ano passado, não é?
JPF: “Há dois iguais. Portanto, eu pelo menos dois últimos troços podia ter essa vantagem e a verdade é que que não consigo, não consigo guiar bem o carro, bate muito no chão. Uma coisa é testes, outra coisa é perceber os carros nos ralis. Acho que errei completamente o setup.”
AS: Seja como for, amanhã os troços são os mesmos, tirando o último, dá para fazer uma boa comparação com o que não correu bem hoje…
JPF: “Acho difícil, sinceramente, acho que estão todos a andar muito depressa, estão motivados por tentar a vitória, portanto, nós o que vamos tentar é melhorar o carro, entender o melhor a fazer e ver se amanhã acordo bem porque ainda por cima dei há um bocado a cacetada grande numa vala, e não não sei como vou estar em termos de costas…”
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