A manhã despertou com o asfalto traçado por uma pequena moldura branca de neve nas bermas, mas o verdadeiro desafio escondia-se sob o tapete de folhas mortas que cobria a estrada. Numa especial marcada pela falta de aderência e pela “poluição” da trajetória, Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) consolidou a liderança ao bater Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) por uma nesga, enquanto Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) regressou para ditar o ritmo inicial após o abandono madrugador de ontem.
Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) também entrou bem, deixando claro que ele e Solberg iriam fazer as despesas da prova se não têm saído de estrada, mas nos ralis não há ‘ses’…
Um décimo foi o que Pajari ganhou a Neuville, que pode ser hoje uma ameaça maior ao jovem finlandês.
‘Caso’ curioso a seguir! De resto, nada mudou na frente do rali, Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) está agora a 17.4s do líder.
Filme da especial
A nona especial ganhou vida com Oliver Solberg a romper o silêncio. O sueco, de regresso após o acidente de sexta-feira, entra em modo de ataque com uma escolha mista de pneus, contrastando com os quatro compostos duros de Elfyn Evans e a aposta em macios de Jon Armstrong. No troço, Solberg voa, aproveitando a vantagem de ser o primeiro na estrada para registar um tempo de referência de 8:36.8. Evans, o segundo a passar, cede mais de sete segundos, sentindo a falta da agressividade que o caracterizou no dia anterior.
Atrás deles, Armstrong e McErlean lutam contra o traçado estreito, com o irlandês a admitir a necessidade de subir o ritmo para não perder o contacto com a frente. A M-Sport vê Fourmaux e Paddon cruzarem a ‘célula’ quase colados, separados por apenas uma décima, ambos queixando-se da invisibilidade do asfalto sob as folhas, que torna a leitura da aderência um jogo de sorte.
Taka Katsuta e Thierry Neuville enfrentam o “caos” de uma estrada cada vez mais suja; enquanto o japonês opta pela segurança, o belga mantém o compromisso apesar da traseira instável nas descidas, batendo Katsuta mas ficando longe do tempo de Solberg.
No topo da tabela, Sami Pajari ignora as armadilhas do solo e, com uma condução cirúrgica, consegue ser um décimo mais rápido que Neuville, estendendo a sua vantagem na geral para quase catorze segundos.
Entre os carros do WRC2, o duelo da Lancia encerra a ação: Yohan Rossel assume o controlo com uma toada cautelosa mas eficaz, enquanto Nikolay Gryazin, com uma estratégia de pneus distinta, perde quatro segundos para o colega de equipa, lançando a dúvida sobre quem terá a última palavra no final do loop.










