A McLaren ainda não se estreou no WEC, mas já olha para o futuro. A equipa britânica defende uma evolução gradual dos regulamentos da categoria Hypercar a partir de 2030, posição que poderá abrir caminho à disponibilização de carros a equipas clientes no futuro. A visão foi partilhada por James Barclay, diretor-executivo da McLaren Endurance Racing, numa altura em que a marca britânica prepara a entrada oficial no Mundial de Resistência (WEC).
Barclay, que assumirá também o cargo de diretor de equipa da McLaren United AS, confirmou um compromisso inicial de três anos no WEC, até ao final do atual ciclo regulamentar comum ao Hypercar e ao IMSA GTP. A continuidade e estabilidade das regras são vistas como fatores determinantes para tornar viável um eventual programa cliente.
A McLaren participa ativamente nas discussões sobre o regulamento de 2030, em conjunto com outros fabricantes, defendendo a manutenção da base técnica atual LMDh, com melhorias pontuais, em vez de uma revolução completa. A convergência entre LMH e LMDh é apontada como um passo desejável, tendo em conta o sucesso e o crescimento da categoria, que poderá contar com dez ou mais equipas Hypercar em 2027.
James Barclay afirmou ao Sportscar365:
“O nosso foco está, antes de mais, no nosso programa. Muito dependerá do caminho que os regulamentos tomarem para 2030, se será uma revolução ou uma evolução, e penso que a segunda hipótese seria muito positiva. Neste momento estamos concentrados em colocar o programa oficial a funcionar e a ser bem-sucedido. Não excluo nada, mas seria muito favorável termos longevidade nas regras, porque isso torna mais viável estruturar apoio a eventuais clientes”.
Sobre o envolvimento nas discussões regulamentares, acrescentou:
“Como fabricante comprometido com a entrada na categoria, e trabalhando com a Dallara e a nossa cadeia de fornecimento, é uma vantagem termos sido incluídos desde o início. Vamos ter um papel ativo. Haverá muito contributo e experiência de quem já compete, mas também podemos trazer uma perspetiva nova”.
Quanto ao futuro técnico, sublinhou:
“Existe uma base que está a funcionar muito bem. Há uma razão para termos dez equipas Hypercar em 2027, talvez mais. Há muitos elementos positivos. A evolução parece-me melhor do que a revolução. Se conseguirmos aproximar LMH e LMDh num único regulamento, será um passo fantástico. Estamos numa era dourada da resistência, devemos preservá-la e afiná-la para o futuro. Parece-me a abordagem certa”.










