Leclerc lidera tempos em Sakhir com forte ritmo em voltas rápidas e stints longos…
A Ferrari encerrou a pré‑época de 2026 no Bahrein com o melhor tempo absoluto, depois de Charles Leclerc encabeçar a tabela de cronometrados no último dia de testes, com 1m31,992s em pneus C4, quase nove décimos mais rápido do que a concorrência nas simulações de qualificação finais. O monegasco completou 135 voltas no terceiro dia da segunda sessão em Sakhir, elevando para 336 o total de voltas percorridas pela SF‑26 ao longo dos três dias e para perto de 6200 quilómetros a quilometragem acumulada entre os dois testes no Bahrein.
Durante a manhã, Leclerc centrou‑se em verificações de afinação e comportamento de pneus, com stints longos em compostos C3 e C2 sob temperaturas elevadas, fechando a sessão com 80 voltas e um melhor registo de 1m33,689s. À tarde, voltou à pista focado em desempenho puro, alternando entre C3 e C4 até fixar a volta de referência de 1m31,992s. Para além do destaque em volta lançada, a Ferrari evidenciou também séries competitivas em ritmo de corrida, reforçando a perceção de um pacote globalmente forte.
Vasseur sublinha prioridade na quilometragem e recusa euforia
Apesar da vantagem expressa nos tempos, Frédéric Vasseur, diretor de equipa, voltou a insistir num discurso prudente, lembrando que o objetivo principal da pré‑época passava por acumular quilometragem, recolher dados e melhorar sessão após sessão. O francês considerou o teste “positivo” e alinhado com as metas traçadas, mas frisou que é “muito difícil tirar conclusões em termos de performance”, já que a Ferrari desconhece cargas de combustível, modos de motor e escolhas de pneus dos adversários.
A estratégia de ter desligado cedo o desenvolvimento do projeto de 2025 para concentrar recursos no carro de 2026, introduzindo inicialmente uma especificação “A” e acrescentando depois soluções mais agressivas — como o inovador conjunto de asa traseira rotativa ‘macarena’ e ‘mini beam wing’ — é apontada por várias fontes no paddock como um dos pilares da boa forma atual.
Leclerc elogia base técnica, mas vê Mercedes a esconder potencial
Leclerc classificou o dia como “muito fluido”, sublinhando que a equipa conseguiu cumprir integralmente o programa previsto e testar tudo o que estava planeado. Ainda assim, o piloto admite que é “difícil entender” o verdadeiro posicionamento competitivo, porque as equipas “estão a esconder a sua forma real” e recorda que, com o novo regulamento, existem hoje muitos mais parâmetros para mascarar o ritmo.
O monegasco reconhece que a SF‑26 oferece uma base sólida e fiável, mas mantém‑se “muito cauteloso” quanto às expectativas, apontando Red Bull e sobretudo Mercedes como formações com margem de desempenho por revelar. Entre os responsáveis e engenheiros no paddock, o consenso aponta para uma Ferrari seguramente dentro do lote das quatro equipas de topo e potencialmente na luta direta pela liderança, dependendo das características de cada circuito.
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