Fórmula E, Miami: Mitch Evans vence e faz história, Félix da Costa tirado da luta pela vitória

Por a 31 Janeiro 2026 20:22

Mitch Evans fez história no E-Prix de Miami, tornando-se o piloto com mais vitórias da competição (15). O homem da Jaguar fez uma excelente corrida, alicerçada no excelente ritmo do carro que permitiu acompanhar o pelotão da frente mesmo sem usar Attack Mode. Evans fez uma excelente gestão e o neozelandês conquistou os primeiros pontos da temporada em grande estilo.

A Porsche colocou dois carros no pódio, com Nico Mueller (o homem da pole) no segundo lugar e Pascal Wehrlein (que largou de 12º), com uma boa corrida, a completar o pódio. Do lado de António Félix da Costa o impensável aconteceu. Foi novamente abalroado por um adversário, numa fase em que estava na luta pelo triunfo, com o pódio a ser uma forte possibilidade. Levou um toque de Felipe Drugovich que arruinou a corrida do piloto luso. AFC terminou nos pontos, mas não conquistou o que podia.

O regresso a Miami deu uma corrida interessante do ponto de vista estratégico, com alguma emoção e com a chuva a baralhar as contas e a aumentar a exigência para pilotos e equipas.

O filme da corrida

A chuva quis juntar-se à festa da Fórmula E em Miami e surgiu a pouco menos de uma hora da corrida, molhando o asfalto do Miami International Autodrome no recinto do Hard Rock Stadium. Nico Mueller largava da pole, seguido de Felipe Drugovich e António Félix da Costa que conquistou o terceiro lugar na qualificação para a corrida.

Com a pista molhada, a Direção de Corrida ordenou que fossem realizadas quatro voltas atrás do safety car, para os pilotos ganharem confiança nas novas condições, antes de uma largada estacionária. Mesmo a baixa velocidade, Sébastien Buemi não conseguiu evitar um pião, ele que ocupava o último lugar do pelotão após penalizações.

No final da quarta volta, o Safety Car regressou às boxes e os pilotos perfilaram-se na grelha para o desejado arranque, com a corrida ainda a ter 35 voltas por cumprir.

Na largada, Mueller arrancou bem e manteve-se na frente, apesar de ter falhado a primeira travagem. Drugovich ativou de imediato o Attack Mode (AM) e instalou-se rapidamente na liderança, enquanto António Félix da Costa, com uma largada menos conseguida, caiu para quarto. Mueller e Nyck de Vries também passaram pela zona de ativação do AM nas primeiras voltas e, do top cinco, apenas Félix da Costa guardava o modo extra para mais tarde. Mueller regressou à liderança, com de Vries a subir ao segundo lugar pouco depois. Félix da Costa ia gerindo a corrida e viu Joel Eriksson ultrapassá-lo.

As lutas no meio do pelotão eram intensas, mas os homens da frente estavam já a alguma distância de Félix da Costa, o primeiro ainda sem qualquer ativação do AM. Na dianteira, Mueller e Drugovich disputavam a liderança, seguidos de perto por de Vries, Eriksson e Pascal Wehrlein, que também se juntou a este grupo, com Félix da Costa cada vez mais próximo. Na volta 15, o português ativou o Attack Mode, o que lhe permitiu ascender à frente da corrida — algo que se confirmou na volta 18. Notava-se que os pilotos da frente eram mais rápidos e a segunda metade do pelotão não tinha ritmo para acompanhar o andamento.

Na volta 20, a ordem era Félix da Costa, Mueller, Drugovich, de Vries e Wehrlein, com Mitch Evans em AM e a ganhar posições. Quatro voltas depois, Dan Ticktum entrou nas boxes para trocar pneus, numa corrida em que nunca saiu da cauda do pelotão. Na mesma altura, Mueller regressou à liderança, mas Félix da Costa travou uma luta cerrada com o alemão para voltar ao comando, com Evans logo atrás. Os dois colegas de equipa envolveram-se num duelo interessante e Evans, com mais energia disponível, subiu ao segundo lugar.

Logo de seguida, o azar voltou a bater à porta de Félix da Costa: Drugovich falhou completamente a travagem e embateu no Jaguar do piloto português, que caiu para sexto.

Na frente, Evans assumiu o primeiro posto com uma manobra de grande qualidade. A dez voltas do fim, começaram as derradeiras ativações do Attack Mode. Evans manteve-se na frente, com Mueller em segundo e de Vries, Wehrlein e Eriksson em luta acesa. Já Félix da Costa perdia terreno, provavelmente com problemas no monolugar após o toque de Drugovich. Wehrlein ativou o AM a seis voltas do fim para o ataque final, tal como Mueller. Evans também ativou o modo extra, manteve-se no comando e passou a ter a vitória praticamente assegurada.

Foram acrescentadas mais duas voltas, elevando a distância total da corrida para 41 giros. As batalhas multiplicaram-se nas últimas passagens, mas Evans manteve-se firme na frente, com a dupla da Porsche logo atrás. O piloto da Jaguar cruzou a linha de meta em primeiro lugar, assinando a 15.ª vitória da carreira e tornando-se o mais vitorioso da história da competição. Nico Mueller e Pascal Wehrlein completaram o pódio, com Joel Eriksson e Nyck de Vries a fecharem o top cinco. Edo Mortara foi sexto, enquanto Sébastien Buemi, que partira do último lugar, terminou em sétimo, à frente de Félix da Costa, oitavo classificado. Pepe Martí e Jake Dennis completaram o top dez.

A Jaguar conquistou finalmente pontos depois de mostrar um andamento forte ao longo das primeiras jornadas, mas sem resultados a condizer. Tanto Evans como AFC foram rápidos, com o português a ter o azar do seu lado. A vitória dá um novo ímpeto à equipa. Do lado da Porsche uma boa corrida, num fim de semana onde mostraram competitividade, sabendo gerir muito bem a corrida. Destaque para o Joel Eriksson, que conseguiu um fim de semana positivo, à frente dos dois Mahindra que foram também das equipas mais fortes neste fim de semana. Sebastien Buemi, mesmo com uma penalização de oito lugares, conseguiu terminar nos pontos, com a Envision a dar-se bem com os ares de Miami. Pepe Marti e Jake Dennis conseguiram terminar nos pontos, depois de largarem da segunda metade da grelha, em mais duas boas corridas de gestão. Destaque pela negativa para a DS e especialmente para a Citroën, sem ritmo para chegar ao topo, depois de se mostrar como uma das mais fortes equipas no arranque da temporada. Também a Nissan rubricou um mau fim de semana, sem pontos, tal como Dan Ticktum que continua perseguido pelo azar.

Nas contas do campeonato, Nick Cassidy mantém o primeiro lugar (40 pontos)m seguido de Wehrlein (38), Jake Dennis (37), Oliver Rowland (34), Nico Mueller (33) e Mitch Evans (26). Félix da Costa marcou os primeiros pontos do ano (4) e é agora 14º. A Porsche lidera o campeonato de construtores, com 71 pontos, seguidos da Citroën (44), Mahindra (38), Andretti (37) e Nissan (35). A Jaguar ocupa o sétimo posto com 30 pontos.

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1 comentários

  1. Pity

    31 Janeiro, 2026 at 21:17

    Não restam dúvidas. O AFC tem de ir à bruxa 🙂 Todos “marram” nele. Felizmente, hoje, ainda conseguiu uns pontinhos, mas o Drugovich estragou a corrida aos dois. Se o Mich Evans, que largou a meio da tabela, venceu, o AFC tinha todas as condições para terminar no pódio, pelo menos. E o Drugovich deitou fora o que poderia ter sido um bom resultado.

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