CPV /IS, Jerez: Pilotos questionam atuação do Safety Car na Corrida 1

Por a 2 Novembro 2025 12:24

Depois de uma Corrida 1 intensa em Jerez, marcada pelo Safety Car e por várias reviravoltas, os protagonistas do Campeonato de Portugal de Velocidade partilharam as suas impressões. Francisco Mora e Francisco Abreu, vencedores absolutos, analisaram uma vitória construída com consistência e estratégia. José Cautela e Lourenço Monteiro, triunfadores nos GT4 Pro Bronze, também comentaram uma prova de gestão e foco. A confusão provocada pelo Safety Car foi também abordada.

Francisco Mora / Francisco Abreu (Toyota GR Supra GT4 EVO 2)

Pergunta: Vocês começaram no terceiro lugar. O Safety Car baralhou um pouco as contas, mas ainda assim conseguiram terminar em primeiro e vencer mais uma corrida.

Francisco Mora: Sim, esse era o nosso objetivo e sabíamos que, correndo tudo em condições normais, tínhamos capacidade para vencer. Eu estava mais rápido que os segundos pilotos, e o Francisco (Abreu) conseguiu acompanhar bem o ritmo do Mathieu [Martins] e do César [Machado]. Eles tinham handicap e nós não, por isso sabíamos que seria uma questão de ritmo e consistência para os alcançar. Depois veio o Safety Car — ainda quero rever o que aconteceu, porque houve claramente algo de errado. Infelizmente, nesta pista, o Safety Car é sempre uma questão de sorte, e quando entra esse fator, tudo fica mais subjetivo. Mas, no fim, conseguimos o que queríamos: a vitória. Agora é olhar para a segunda corrida e tentar maximizar o resultado.

Pergunta: Tiveste de fazer várias ultrapassagens para chegares à liderança.

Francisco Mora: Sim, mas foi uma corrida complicada. Houve momentos em que podia ter havido toques — felizmente consegui evitá-los. Não é bonito, nem para quem vê, nem para nós, quando a corrida se torna tão caótica. Fiz apenas uma ultrapassagem mais importante, ao Henrique, e a partir daí limitei-me a controlar o ritmo até ao final.

Pergunta: Francisco, no primeiro stint tiveste dois carros rápidos à frente. Geriste os pneus para entregar o carro nas melhores condições possíveis ao teu colega?

Francisco Abreu: Sim, essa era a nossa estratégia. Na minha parte do stint, o objetivo era não estragar pneus nem travões, manter o carro em boas condições para o Francisco. Sabíamos que os nossos adversários diretos tinham handicap e isso jogava a nosso favor. O plano correu bem, mesmo numa corrida um pouco atribulada com o Safety Car. O importante foi evitar erros e manter o foco.

Pergunta: Para a segunda corrida, com o handicap de 10 segundos, acreditam que é possível vencer novamente?

Francisco Abreu: Em corridas, tudo é possível. Vamos manter o foco como até aqui — temos conseguido ganhar sempre uma corrida por fim de semana. Queremos que isso se repita, e vamos entrar determinados para alcançar o melhor resultado possível na segunda prova.

José Cautela / Lourenço Monteiro (McLaren Artura GT4)

Pergunta: José, esta vitória nos GT4 Pro Bronze é a continuação da boa performance de ontem?

José Cautela: Sem dúvida. O carro está num bom momento. No meu stint, tentei apenas manter a posição, gerir pneus e travões para que o Lourenço tivesse um carro competitivo no final. Sabíamos que, teoricamente, os adversários do segundo stint seriam um pouco mais lentos, e a estratégia funcionou. Como os “Franciscos” já disseram, o Safety Car ditou muito do rumo da corrida. O Lourenço acabou em quarto da geral, mas sem ninguém à frente para lutar pelo pódio absoluto. Mesmo assim, vencemos a nossa categoria, que era o principal objetivo, e estou muito satisfeito.

Pergunta: Lourenço, o teu stint foi mais de gestão, devido à distância para os três primeiros.

Lourenço Monteiro: Sim, foi uma corrida relativamente calma. Consegui acompanhar o ritmo do João Aguiar Branco no Porsche, mas houve alguma confusão na comunicação com o engenheiro, que me disse que estava em quarto e atrás dele. Tentei forçar uma ultrapassagem desnecessária, já que não havia ninguém à frente com quem pudesse lutar. Foi um risco que não precisávamos de correr, mas, no geral, estou muito contente com a nossa performance e com a confiança que o carro nos deu.

Pergunta: Para a segunda corrida, partem de segundo na geral, mas com um handicap de 10 segundos. O objetivo é lutar pela geral ou focar-se na vossa divisão?

Lourenço Monteiro: Sempre que entramos em pista, tentamos lutar pela geral, independentemente do handicap. Estamos longe do segundo lugar da categoria, por isso há sempre essa ambição. Claro que vamos ter de jogar estrategicamente, gerindo bem o início da corrida e tirando o máximo partido do primeiro stint antes de cumprir o handicap.

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