Após uma notável carreira de 300 ralis, Mads Østberg, aos 37 anos, revelou ao site norueguês Parc Fermé que pondera o fim da sua dedicação a tempo inteiro ao desporto.
Embora não pretenda abandonar por completo o mundo dos ralis, o piloto norueguês procura agora um ritmo mais sereno, com foco em eventos selecionados e novos projetos que o mantenham ligado à sua paixão. “Vou continuar a disputar ralis, não há dúvida disso. Mas exatamente o que vou fazer, ainda não sei, vou pensar nas opções”, afirmou Østberg, acrescentando: “Agora sinto que chegou a altura de levar as coisas com mais calma.”
Østberg sublinha que a exigência de viajar cerca de 150 dias por ano e o trabalho intensivo inerente à competição de alto nível já não se coadunam com as suas prioridades atuais. “Prefiro dedicar a minha energia à família”, explicou, evidenciando uma mudança de foco pessoal. Contudo, existe uma exceção notável a esta intenção de abrandar o ritmo, um convite irrecusável do passado glorioso dos ralis.
O piloto norueguês manifesta um forte desejo de se envolver no tão aguardado regresso da Lancia ao Campeonato do Mundo de Ralis. “Devo estar envolvido, de alguma forma, no projeto Lancia e no desenvolvimento do carro, o que poderá permitir exibi-lo em alguns ralis”, partilhou Østberg com o Parc Fermé. Considera este um empreendimento “muito interessante”, acreditando que é “apenas o início de algo que pode crescer muito mais no futuro”. Para Østberg, a perspetiva de “estar nos bastidores do trabalho de desenvolvimento” seria um “papel que iria gostar muito de desempenhar”, conforme concluiu.
Esta postura de Mads Østberg é um testemunho eloquente do magnetismo intemporal que o nome Lancia continua a exercer, mesmo sobre uma geração de pilotos que começou a competir muito depois da sua saída do WRC. Demonstra que, para muitos, a simples menção da Lancia é suficiente para despertar uma profunda emoção e interesse no universo dos ralis, transcendendo gerações e mantendo viva a lenda.












