A dupla Rúben Rodrigues e Rui Raimundo encerrou a manhã do Rali da Água na terceira posição da classificação geral, um feito notável que o piloto açoriano ambiciona manter durante a fase da tarde da prova. A performance da equipa tem sido um testemunho da crescente adaptação ao Toyota GR Yaris Rally2 e do trabalho árduo desenvolvido em conjunto.
Rodrigues destacou o processo contínuo de aprendizagem e a evolução da equipa com o novo carro. “Nós, a cada rali, temos vindo a ficar mais adaptados, e a equipa também com alguma vontade, quer na escolha da afinação do carro, que de certa forma se torna às vezes algo sensível”, afirmou o piloto. A complexidade da afinação é um desafio, mas os progressos são visíveis. “Temos vindo a trabalhar imenso, penso que temos dado grandes passos para a nossa competitividade.”
A precisão do Toyota GR Yaris Rally2 exige uma afinação meticulosa, onde qualquer erro pode ter um impacto significativo nos tempos. “A diferença é muito grande, o salto,” sublinhou Rodrigues. “Quando o ritmo não é tão forte, a mínima diferença, ou não estando tão habituado ao carro, ou a afinação não sendo tão correta, tira-nos logo ali a eficácia que é precisa. E estes carros são tão minuciosos que alguma afinação que basta não ter sido a escolha certa, em termos de tempo, prejudica-nos bastante.”
As particularidades do traçado de Chaves
O piloto açoriano expressou a sua preferência pelo traçado do Rali da Água, que se revelou adequado ao seu estilo de condução. “Tinha dito antes do rali que, pelo trajeto e pelas notas que tirámos, gostava imenso deste percurso”, referiu Rodrigues. A natureza das classificativas, que alternam entre zonas mais sinuosas com mau piso e troços mais largos, contribuiu para a sua satisfação. “Era um piso mais, digamos, mais já ao meu que estou habituado.
As classificativas são mais sinuosas, com mau piso, estreitas, vamos para zonas muito largas. Os troços são fabulosos. Adoro esse tipo de formato e penso que a prova para nós está a correr muito bem.”
Desafios da falta de conhecimento das classificativas
Apesar do bom desempenho, Rúben Rodrigues reconheceu a desvantagem em relação aos adversários mais experientes, especialmente por ser a sua primeira participação no Rali de Chaves. “Nós também, é um facto, temos vindo a todas as provas a ser uma descoberta, esta é mais uma. Nós não temos o ritmo nem o conhecimento das classificativas que os nossos adversários têm. É a primeira vez que estou aqui em Chaves, nunca disputei o rali com um 4X4(ndr, foi 3º nas 2RM em 2020), isso também nos dificulta a nossa rapidez.” Contudo, esta circunstância não diminui a sua satisfação com o tempo alcançado, que considera “bastante satisfatório”.
O trabalho da equipa tem sido crucial para este resultado provisório, com o carro a não apresentar problemas. “Até agora, temos feito um trabalho excelente, a nossa equipa também no carro não tem dado qualquer tipo de problemas para manter esse ritmo”, elogiou Rodrigues. A perspetiva para a tarde é clara: “Essas últimas três passagens dar o meu melhor e trazer esse resultado para a equipa que tanto trabalha e tanto desempenha para termos em cada prova do nacional.”
A manutenção desta posição no pódio seria um forte indicativo do potencial de Rúben Rodrigues e Rui Raimundo no Campeonato de Portugal de Ralis, solidificando a sua presença entre os principais candidatos e demonstrando o valor do trabalho contínuo no desenvolvimento do carro e da equipa.
FOTO ZOOM Motorsport










