O Campeonato do Mundo de Ralis entra em território desconhecido com a estreia do Weno Rally del Paraguay, numa altura em que a luta pelo título está ao rubro.
Sébastien Ogier, oito vezes campeão, confirmou a intenção de disputar a totalidade das próximas quatro provas, após um início de temporada parcial. O francês, com seis pódios em seis participações, está a apenas 13 pontos do líder Elfyn Evans e persegue agora um nono título que o igualaria ao recorde absoluto de Sébastien Loeb.
A classificação de pilotos está mais equilibrada do que nunca: Elfyn Evans, Kalle Rovanperä, Sébastien Ogier e Ott Tänak, encontram-se separados por apenas 13 pontos. Rovanperä chega em alta depois da vitória na Finlândia, enquanto Tanak, irregular mas veloz, mantém-se próximo da frente. Já Evans, consistente, mas ainda sem ter alcançado um título, parte para o Paraguai como líder, sendo por isso obrigado a abrir a estrada nas exigentes especiais de terra vermelha.
Na Hyundai, Tänak procura recuperar após um rali desastroso na Finlândia, mas beneficiará de uma posição de partida mais favorável. Thierry Neuville, campeão em título, parece afastado da luta, mas não descarta ainda um golpe de teatro se tudo lhe correr bem daqui para a frente. Adrien Fourmaux também promete ser candidato ao pódio, se conseguir escapar aos azares que o têm perseguido.
A Toyota chega motivada, depois de colocar cinco carros no top 5 na Finlândia – feito inédito desde 1990. Takamoto Katsuta regressou ao pódio, enquanto o jovem Sami Pajari brilhou no seu evento caseiro.
A M-Sport Ford continua a apostar na regularidade. Josh McErlean e Owen Tracyle igualaram o seu melhor resultado da época (7.º), e Grégoire Munster mantém vivo o sonho do primeiro pódio, confiante nas semelhanças com o Safari Rally do Quénia.
O novo rali paraguaio promete ser um teste de resistência e adaptação: estradas de terra macia que rapidamente se degradam, mudanças súbitas de superfície e condições meteorológicas imprevisíveis. Com 48 equipas inscritas e nenhum histórico disponível, o fator surpresa poderá ditar a diferença entre glória e frustração.
O percurso
O WRC está a preparar-se para descobrir estradas totalmente desconhecidas para os concorrentes do Mundial de Ralis, na América do Sul nesta primeira visita ao Paraguai, num evento que se realiza entre 28 e 31 de agosto.
O Rally do Paraguai será a primeira de duas provas consecutivas em estradas de terra na América do Sul, com os carros a serem transportados através da cordilheira dos Andes para competir no Rally do Chile apenas duas semanas depois.
O rali terá como base o sul do Paraguai, na cidade de Encarnación, situada às margens do rio Paraná e na fronteira com a Argentina. O percurso é formado por estradas que já foram utilizadas no Rally Trans Itapúa, mas será uma viagem ao desconhecido para as equipas e pilotos do Rally1 e a grande maioria dos Rally2.
Os troços serão globalmente rápidos, com algumas secções mais técnicas através de florestas densas, enquanto a superfície de ‘terra vermelha’ deve ser lisa, mas macia – o que significa que podem formar-se sulcos profundos, especialmente na segunda passagem nos troços.
Após uma largada cerimonial na quinta-feira à noite em Encarnación, o rali começa na sexta-feira, quando 140,9 quilómetros competitivos serão percorridos em duas passagens de quatro troços. A ronda termina com uma super especial no Autódromo Alfredo Scheid, que será disputada pela terceira e última vez no final da manhã de sábado.
O percurso de sábado é composto por três troços a oeste, cada um disputado duas vezes, antes da final de domingo, com dois troços repetidos a nordeste.













