É comum que pilotos de Fórmula 1, mesmo os mais experientes e bem-sucedidos, expressem grande admiração e respeito pelos pilotos de ralis. Esta admiração não é fortuita; radica nas diferenças fundamentais e nos desafios singulares que os ralis apresentam.
Enquanto os pilotos de Fórmula 1 estão habituados à precisão e ao mais ínfimo detalhe para alcançar a velocidade, sabem que, nos ralis, os seus colegas possuem uma capacidade única de se adaptar a imprevistos e de extrair o máximo do carro, mesmo em condições que mudam quase constantemente. Para quem está habituado a um ambiente de controlo rígido, a destreza demonstrada no polo oposto do desporto é verdadeiramente valorizada.
A perspetiva dos pilotos de F1
Pilotos como Sebastian Vettel já manifestaram a sua “enorme admiração” pelos pilotos de rali, reconhecendo a sua “habilidade incrível” e a falta de reconhecimento que muitas vezes enfrentam, dada a complexidade e os desafios únicos da modalidade. Para um piloto de F1, que opera num ambiente de precisão cirúrgica e condições ideais, a mestria dos pilotos de rali em dominar o caos é, sem dúvida, impressionante.
A experiência de Esteban Ocon
Este fenómeno foi bem exemplificado pela experiência de Esteban Ocon, que teve a oportunidade de conduzir e de ser passageiro ao lado de Takamoto Katsuta num Toyota GR Yaris Rally1, durante o Festival de Velocidade de Goodwood. Todos conhecemos o trajeto curto e sinuoso de Goodwood; agora, imagine-se um piloto de F1 a percorrer as serras de Arganil “no fio da navalha” ou o rápido Rali da Finlândia, com enormes saltos a mais de 200 km/h e árvores a funcionar como “muros”.
Esteban Ocon divertiu-se imenso ao volante do Toyota GR Yaris Rally1. Quem assistir aos vídeos que documentam a experiência do piloto francês na “bacquet” do lado direito do Yaris, com Takamoto Katsuta, compreenderá a dimensão da emoção e do desafio. Ocon adorou não só conduzir o carro, mas também a sensação de ser passageiro.









