O novo fornecedor de pneus do Mundial de Ralis, a Hankook, está claramente a deixar a sua marca nesta fase inicial de abertura do Mundial de Ralis, como já ficou provado nos Ralis de Monte Carlo e Suécia. Outra consequência, que pode ter a ver com o facto de terem substituído a Pirelli como fornecedora oficial do Mundial de Ralis, é que o valor investido tem que ter retorno, e um dos dados que já sabemos é algo muito simples: os pneus de estrada da Hankook ficaram mais caros. E não foi pouco…

‘Danos colaterais’ à parte, a Hankook, que ganhou o concurso para fornecer o WRC de 2025 a 2027, substituindo a Pirelli, construiu, naturalmente, pneus diferentes do que os concorrentes do Mundial de Ralis estavam habituados, de forma nenhuma eles poderiam ser iguais, já que são fabricantes totalmente diferentes, cada um com a sua abordagem, mas a verdade é que no Rali de Monte Carlo e na Suécia houve, pelo menos, uma ’vítima’ mais clara: Kalle Rovanpera.
O finlandês, tendo em conta o seu estilo de pilotagem, foi até aqui, aparentemente, o mais afetado pelas diferenças, que nos dizem, são grandes nos pneus da Pirelli para os Hankook, o que, claro está, obrigam a pilotar-se de forma diferente. Está aí a explicação das maiores dificuldades de Kalle Rovanpera nestas duas provas.
Se no Monte Carlo, não se esperava de algo muito diferente do piloto, no caso da Suécia, sim, claramente, pois é uma prova em que Rovanpera costuma andar bem, ou muito bem, e desta vez foi o que se viu. E tudo se deveu aos pneus.
Contudo, vejam a ironia: Rovanpera é terceiro do campeonato, e tem mais pontos que qualquer piloto da Hyundai ou da Ford. E as coisas correram-lhe mal em Monte Carlo e especialmente na Suécia.
Contudo, já sabemos que os pneus para pisos de terra da Hankook também são diferentes dos Pirelli, mas já não são tanto. Vão sempre requerer alguma habituação, adaptação, mas aí já é muito mais o mesmo para todos e não tenham grandes dúvidas que o ‘velho’ Rovanpera vai reaparecer. Se isso não acontecer será uma enorme surpresa.









