Tal como sucedeu com Carlos Sainz, também Sébastien Loeb encerrou a sua participação no Dakar depois de ter sido desclassificado, o que sucedeu depois de uma inspeção técnica da FIA na sequência do aparatoso acidente na etapa 3, de hoje. O Dacia Sandrider rodava a alta velocidade até que uma irregularidade mais acentuada do terreno desequilibrou o carro que capotou várias vezes. A dupla nada sofreu, mas o carro nem por isso e o Delegado Técnico da FIA concluiu que não era seguro para a dupla manter-se em prova.
As coisas já não estavam favoráveis para Loeb depois dos problemas na primeira parte da etapa maratona, o carro ianda chegou hoje ao final da etapa apesar do sobreaquecimento do motor, mas já não vai poder iniciar a quarta etapa, amanhã. Na decisão dos comissários lê-se: “No final da terceira etapa, o roll bar do carro #219 foi inspecionado na sequência de um despiste durante o setor seletivo e foram detetados danos (…) com base no artigo 283-1 do Apêndice J, não é seguro permitir que o concorrente continue na prova”.
Desde 2016 que Loeb tenta vencer o Dakar, esta é a sua nona participação, mas ainda não vai ser desta.
Se fosse bem sucedido, Loeb seria o primeiro vencedor do Dakar ao volante de um carro novo, desde que Ari Vatanen o conseguiu quando venceu em 1991 com um Citroën ZX ainda que a equipa dirigida por Jean Todt já trabalhasse com base nas vitórias do Peugeot 205 e 405 Dakar.
Antes de começar esta prova, Loeb disse que “Há pelo menos dois anos que temos um bom desempenho, mas ainda temos de fazer tudo para ganhar pois quer se trate de furos, de ossos partidos ou de outros problemas, há sempre qualquer coisa que nos impede de ganhar. Sei que este Dakar é imprevisível e sempre um grande desafio para todos”. Pois foi, mais uma vez, o francês vai tentar de novo para o ano…
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