Nos últimos seis anos, José Pedro Fontes conseguiu apenas um pódio em provas de terra no Campeonato Português de Ralis (CPR), em 21 competições espalhadas entre o Rali Serras de Fafe, Açores, Mortágua, Aboboreira, Algarve e Rali de Portugal. Esse feito ocorreu justamente no último Rali de Portugal, onde, num confronto direto com Armindo Araújo, conseguiu terminar em segundo lugar, assegurando o seu único pódio em terra no CPR. Diferentemente das suas participações em asfalto, que sempre foram muito mais frutíferas, e é precisamente essa fase que agora se inicia com o Rali de Castelo Branco.
Este ano, a temporada de terra de José Pedro Fontes foi notavelmente melhor do que em anos anteriores. Em Fafe, ficou próximo dos líderes; no Algarve, ocupava o quarto lugar até enfrentar problemas no carro; na Aboboreira, estava em quarto quando um problema na suspensão o forçou a desistir; e, no Rali de Portugal, como já mencionado, ele conquistou o segundo lugar. Atualmente, ele ocupa a quinta posição no campeonato, atrás de Ernesto Cunha e Paulo Neto, mas daqui para a frente, espera-se uma reviravolta. Sem contratempos, veremos Fontes alcançar resultados similares aos que tem obtido nos últimos anos no asfalto.
Nos mesmos 21 ralis, porém em troços de asfalto, Fontes conquistou cinco vitórias, quatro segundos lugares e cinco terceiros lugares. Se na terra conseguiu um pódio, no asfalto foram 15. Isso é sintomático da sua performance. Agora, com a adição de Kris Meeke ao plantel, as vitórias tornaram-se mais desafiadoras, mas ainda são totalmente possíveis.
Por exemplo, no ano passado, Fontes perdeu o segundo lugar por apenas 0.9 segundos, e em Castelo Branco, nos últimos cinco anos, subiu ao pódio três vezes. Curiosamente, ele acumula mais vitórias no Rali Vidreiro, com dois triunfos, mas também já venceu na Madeira, Aboboreira e Alto Tâmega.









