Quando David Castera avisou os participantes do Dakar 2024 que esta seria “a edição mais dura da Arábia Saudita”, não se tratava apenas de uma ameaça ‘vazia’.
O diretor da prova salienta que haverá três momentos difíceis que colocarão homens e máquinas à prova.
O primeiro deles será logo após o prólogo: “Os três primeiros dias serão verdadeiras especiais do Dakar.
Não haverá descanso. Não se enganem, quero que os concorrentes saibam o que os espera.
Alguns dirão que o início é demasiado duro, mas não se pode agradar a toda a gente”.
Depois de terem sido ou não afetados por esta sequência de alta intensidade, os concorrentes terão de reunir novamente as suas forças para enfrentar um final de primeira semana inédito e fisicamente exigente no ‘Bairro Vazio’. “Nunca antes o Dakar tinha apresentado 600 km de dunas em dois dias.
Os melhores pilotos de moto vão andar a fundo durante quase oito horas, um desafio que nunca enfrentaram antes. Vai ser um verdadeiro teste de concentração, resistência e vigor. Espero que os melhores carros também fiquem presos. Seria divertido, eles também deviam esforçar-se um pouco”.
Mesmo depois deste obstáculo formidável, o labirinto de dificuldades montado por Castera tem um travo na cauda: “A 11ª etapa vai levar-nos de volta ao terreno da 2ª etapa do ano passado, onde os carros sofreram uma enxurrada de furos. Fizemos isso de propósito. Era demasiado seletivo para a etapa 2, no ano passado, mas poderia semear o caos e apimentar o final do rali. Gostava que a corrida estivesse em aberto perto do fim”.












