OPINIÃO: Como um problema identificado há 15 anos no WRC, só piorou…
Há 15 anos o AutoSport publicou uma entrevista com Mark Deans, que na altura passou a ser o patrão de Malcolm Wilson, quando a Ford se tornou, de novo, uma equipa full-oficial, a BP-Abu-Dhabi Ford no Mundial de Ralis.
Uma das perguntas que Martin Holmes lhe fez foi: Está satisfeito com o atual ‘cenário’ geral do Mundial de Ralis?
“Digamos que tenho uma mistura de sentimentos a esse respeito. Não estou totalmente convencido que esta disciplina está a fazer os progressos que deveria. Há muito trabalho coletivo a fazer para elevar o Mundial de Ralis.
E uma das minhas prioridades é trazer a este campeonato maior audiência e, consequentemente, aumentar-lhe a importância”, disse.
E o trabalho que foi feito em 15 anos, especialmente quanto à frase: “minhas prioridades é trazer a este campeonato maior audiência e, consequentemente, aumentar-lhe a importância”? O WRC está pior…
O que aconteceu em termos relativos – pois certamente há mais gente a ver ralis – é que o WRC perdeu para muitas outras competições ‘share’ global, ou seja quando se mede a proporção de pessoas que estão a seguir um desporto face a todos os outros. E nessa métrica o WRC perdeu muito face a outros desportos, embora continue a ser dos mais vistos.
Tinha uma percentagem bem mais elevada do que tem atualmente. Talvez não tanto na posição que ocupa, que não é nada má, mas muito mais na percentagem de ‘share’ que perdeu face aos ‘adversários, todos os outros desportos/categorias.
É uma questão complexa, mas que é possível ser bem medida tendo os números.
Uma boa forma (que não diz tudo), e simples, de medir o interesse das competições motorizadas pelo mundo (neste caso só os ‘motores’) veja-se a tabela em baixo.
Não temos esses números, mas de uma coisa temos a certeza absoluta. Há 15 anos a diferença do WRC para a F1 não era a que mostram estes números, e não estamos a falar, claro, das redes sociais, pois nessa altura estavam a nascer, algumas nem existiam.
Ver esta evolução anualmente, e comparar a percentagem de crescimento (ou não) é uma boa forma de perceber o estado das competições…
O Dakar realiza-se uma vez por ano e veja os números face a 13 provas do WRC.
Provavelmente, em dezembro de 2023 os números vão ser bem diferentes, por exemplo no WEC, mas será curioso comparar…

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7 Outubro, 2023 at 16:26
a TV de sinal aberto ainda continua a ser muito forte. Um exemplo recente é o ERC, deixa de dar no Eurosport e desaparece. Pessoalmente eu não troco uma tv 4k por um stream fatela dos promotores do WRC e da F1.
F1 FOR FUN
7 Outubro, 2023 at 18:15
Stream fatela para ti, eu vejo a F1TV na minha TV 4k, tenho uma app android TV mas a 1080p 50 hz, pois eles não dão mais, mas é melhor que a qualidade nas boxes das operadoras, e posso ver múltiplos onboards no monitor (não é minúsculo) do meu PC ao lado da minha TV. O que mata o WRC é cada vez ter menos carros a lutar pela vitória ou pódios e até mesmo os pontos, que estão garantidos. Hoje a Toyota tem 2 pilotos (Kalle e Elfyn) de jeito, e deixa o 3º em estado de reformado (Ogier), quando podia lutar pelo título o Katsuta nem conta para mim pois faço fast Forward, a Hyundai apresenta 3 pilotos que vão dando luta, a Msports então só tem um piloto com esse nome. Basta acontecer uma ou duas desistências, ficamos reduzidos 5 carros competitivos, isso sim é uma seca, tanto tempo à espera para ver turistas a fazer WRC como os 2 que correram pela MSport no Chile. O que a Sport TV tem feito pelo WRC acaba por salvar a minha vontade de seguir o WRC, pois ou vejo tudo ou 2 Especiais por dia prefiro nem ligar nenhuma, não vejo todos os carros são opções há muita coisa para ver durante o fim de semana, desde F1, motogp, WSBK, WEC no Eurosport, Ciclismo de todos os tipos e disputam os mesmos horários.