Era natural que a decisão demorasse uns dias a ser tomada, de modo a que pudessem ser analisados os primeiros dias de prova, mas a ASO e a FIA modificaram os regulamentos técnicos, e foi decidido dar mais potência aos Audi para o resto do Dakar, aumentando a potência máxima dos carros em 8kW, já a partir da 5ª Etapa.
Num comunicado emanado hoje, a ASO refere que “na sequência da análise dos dados dos veículos inscritos nas classes T1.U e T1+ nas Etapas 1, 2 e 3 do Rally Dakar 2023, o Comité W2RC decide, em conformidade com o Artigo V1 13.3 do Regulamento Desportivo do Rally Cross-Country Rally [aumentar em 8kW a potência máxima dos carros T1.U, tal como definido no Artigo 285-12 do Apêndice J”, significando isto que os Audi passam a ter uma potência máxima de 266kW, donde se exclui o coeficiente de eficiência de 2%, relativo à Equivalência de Tecnologia (EoT).
O primeiro ajuste realizado concretizou-se com a retirada de cerca de 40cv aos T1+ com motores a gasolina turbo, que no entanto têm menos 100 Kg que os Audi (T1.U). Não há muita aplicação, mas quando sucede os Audi têm uma correção de potência quando em troços realizados a partir de determinada altitude, porque sendo elétricos não sofrem com a falta de oxigénio dos motores a gasolina, que quando mais alto rodam menos potência têm.











