GP do Brasil F1, Sprint: O filme da corrida
Depois da chuva de ontem, o traçado de Interlagos apresentava como cenário o céu algo nublado, mas com o sol à vista e uma pista seca. As bancadas, essas, repletas de fãs para verem uma espetacular corrida Sprint, depois de uma qualificação época, com Kevin Magnussen a conquistar a pole. Mas as surpresas não iam ficar por aí.
Max Verstappen começava com os médios sendo o único, a par de Nicholas Latifi a usar os pneus marcados a amarelo nesta corrida. Kevin Magnussen começava na pole pela primeira vez na sua carreira. Magnussen largou bem e manteve-se na frente com Verstappen em segundo e George Russell em terceiro. As lutas entre os dois Alpine foram quentes e um pequeno toque quase atirava Fernando Alonso para fora da pista, com o espanhol claramente agastado com a defesa que o seu colega de equipa operou. Alex Albon largou mal e caiu três posições, enquanto Lance Stroll ganhou quatro posições.
Na frente, Russell começava a pressionar Verstappen, enquanto Magnussen se mantinha na frente, com Carlos Sainz a passar Lando Norris pelo quarto lugar. Lewis Hamilton subiu ao sexto posto na volta três, na mesma altura em que Verstappen passou por Magnussen e assumiu a liderança. Magnussen tentava aguentar Russell, mas a diferença de valia dos carros falava mais alto. O incidente de Alonso atirou-o para o fim do pelotão com danos na asa dianteira a obrigar a uma passagem pelas boxes, num incidente que iria dar que falar.
Um pouco mais à frente, Lewis Hamilton passou para quinto, levando a melhor sobre Lando Norris, que agora era o alvo de Sergio Pérez. Charles Leclerc ainda era nono nesta fase sem mostrar sinais de recuperação. Na volta seis. Hamilton já era quarto, com Magnussen a cair para quinto.
Lando Norris não conseguia segurar os adversários e Pérez passou pelo piloto da McLaren sem grandes problemas, com Magnussen logo à sua frente, com um quinto lugar aparentemente fácil de conquistar.
Nas contas da liderança da corrida, Verstappen aguentava o ritmo de Russell, que na volta oito começava a perder aparentemente a perder tempo para o bicampeão. Na luta entre colegas de equipa, Lance Stroll quase atirava Sebastian Vettel para fora de pista com uma manobra de defesa demasiado agressiva, que não evitou que o alemão passasse por ele pouco depois. Mais uma vez, Stroll a defender-se para lá dos limites. O canadiano seria penalizado com 10 segundos.
Na volta 12, George Russell atacou Max Verstappen e a luta atingiu níveis nunca antes vistos entre estes dois pilotos. Verstappen defendeu-se bem do ataque do britânico da Mercedes. Numa altura em que as bandeiras amarelas foram mostradas com uma saída de pista de Alex Albon. Na volta 15, os intentos de Russell concretizaram-se e o #63 da Mercedes passou para a frente da corrida. Carlos Sainz era terceiro e Lewis Hamilton quarto, com Sergio Pérez em quinto. Lewis Hamilton atacava Carlos Sainz.
As lutas multiplicavam-se em pista, com muitos duelos, mas na frente Russell afastava-se de Verstappen com os pneus macios a aguentarem o castigo. As borrachas mais macias pareciam ser as mais indicadas, com Carlos Sainz a passar por Verstappen e Lewis Hamilton a atacar o #1 da Mercedes. O campeão britânico acabou por passar o adversário da Red Bull, que caiu para o quarto lugar. Os lugares do top 5 ficavam assim definidos.
Charles Leclerc terminou em sexto lugar, numa corrida discreta do monegasco (problemas ou desmotivação?), à frente Lando Norris que não conseguiu segurar os adversários durante a corrida e Kevin Magnussen a ficar com o oitavo, o último lugar pontuável.
Excelente corrida, grandes lutas. Assim, é um pouco mais fácil de gostar das corridas Sprint.

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