A oportunidade de questionar alguns dos pilotos de Fórmula 1 relativamente à alegada ultrapassagem do teto orçamental de 2021 por parte de algumas equipas não foi desperdiçada na conferência de imprensa de antevisão do GP do Japão de F1. Tentou saber-se a opinião quanto a eventuais penalizações. Muito naturalmente, porque vai para a Aston Martin, Fernando Alonso não fugiu totalmente à questão e disse que “é um tema difícil do nosso lado, do ponto de vista do piloto. Contamos com as nossas equipas para controlar realmente tudo o que fazem. Mas sim, acho que todos nós esperamos da FIA que policie o melhor possível porque queremos correr num ambiente justo. Mas é um tema muito difícil, porque há muitas coisas que precisamos de assegurar que sejam controladas. O limite orçamental é uma coisa, mas há muitas equipas com estruturas diferentes, com coisas diferentes, com o seu próprio circuito nas suas próprias fábricas.
Coisas que precisamos controlar muitas vezes. Portanto, tem de ser realmente bem feito”, disse o espanhol, contornando na medida do possível a questão.
Já Sebastian Vettel afina pelo mesmo diapasão: “na mesma linha. Há que proporcionar imparcialidade, ou assegurar que a imparcialidade existe em todas as equipas, ao longo do ano, ao longo da época, ao longo do desporto. A FIA é responsável por isso, e temos de confiar neles para fazer o trabalho. E se não cumprirem as regras, então deverá haver consequências. É um assunto complicado ou complexo, provavelmente, e nós não somos os melhores juízes para compreender. Mas sim, penso que a arte é tornar as regras simples e claras, por isso vamos ver o que acontece”, disse.
George Russell, deixa claro que a Mercedes não está entre as equipas prevaricadoras, que segundo se sabe até aqui deve ser a Red Bull e a Aston Martin: “vou apenas esperar e ver quais são os resultados na segunda-feira, mas apenas sei, pela nossa experiência dentro da Mercedes, o quanto toda a equipa trabalhou para se manter dentro desse limite de custos. Sabemos que podemos trazer mais desempenho à mesa se tivéssemos mais dinheiro para gastar e é tão simples quanto isso.
E sim, confio em Mohammed (Sulayem, presidente da FIA) e na FIA para trazer uma punição adequada para quem for considerado culpado. E seria de esperar que o montante que foi ultrapassado fosse o montante retirado para o orçamento do ano seguinte e provavelmente um pouco mais para além disso, como castigo. Vamos esperar para ver.”, disse.
Por fim Charles Leclerc: “Falando de nós próprios, claro que se tivermos mais para gastar chegaremos mais depressa ao bom caminho, por isso, se houver alguma equipa que seja considerada culpada, esta deverá ser punida. E qual é o castigo? Não, não sou eu que decido. Mas com certeza, devem ser castigados…”











