GP dos Países Baixos: O filme da corrida

Por a 4 Setembro 2022 15:57

A festa minutos antes do arranque do GP dos Países Baixos foi bonita, com as cores da bandeira neerlandesa a colorir as  bancadas do circuito de Zandvoort. Na grelha de partida estava tudo preparado para uma corrida que se esperava renhida, com o Red Bull #1 de Max Verstappen como o grande favorito, mas com a Ferrari e a Mercedes a quererem ameaçar o lugar do campeão em título. 

A maioria das equipas apostou nos pneus macios para a largada, sendo que apenas Lewis Hamilton, George Russell, Lando Norris, Alex Albon e Kevin Magnussen a usarem os pneus médios. 

No arranque, Verstappen largou bem e manteve o primeiro lugar, sem alterações nos lugares da frente, menos George Russell que largou mal e perdeu uma posição para Lando Norris nas lutas das primeiras curvas. Numa das batalhas do meio do pelotão, Kevin Magnussen saiu de pista e deu um ligeiro toque nas proteções, caindo para o fim do pelotão. Russell tratou de recuperar o sexto lugar a Lando Norris e o top 10 estava mais ou menos inalterado. Destaque para o bom arranque de Esteban Ocon  e Lance Stroll, que ganharam posições na primeira volta. 

Na volta 12 Daniel Ricciardo e Pierre Gasly pararam para trocar de pneus e colocar médios, com a degradação de pneus a ser superior ao esperado. Com a janela de troca de pneus esperada para algumas voltas mais tarde (volta 18), o asfalto de Zandvoort pregava partidas. Fernando Alonso entrou na volta seguinte para colocar duros.

Carlos Sainz e Sergio Pérez entraram para as boxes, mas a paragem de Sainz foi desastrosa e demorou 12.7 segundos para trocar de pneus (a roda traseira esquerda não chegou a tempo), o que comprometia a corrida do piloto Ferrari. Charles Leclerc entrou na volta 18, numa paragem sem problemas pouco antes de Lando Norris também ter entrado para colocar pneus (duros). Na volta seguinte, o líder entrou para trocar os pneus macios pelos pneus médios. Os Mercedes, com médios desde o arranque, estavam na frente da corrida, com Hamilton e Russell nos dois primeiros lugares. 

Entretanto, Zhou Guanyu foi penalizado com cinco segundos por exceder a velocidade na via das boxes.

Verstappen ia-se aproximando-se de Russell e o Red Bull parecia estar com muito mais andamento e na volta 28, Russell viu Verstappen passar por si, sem dificuldade.

Na volta 30, Hamilton entrou para as boxes para calçar duros e Verstappen regressava ao topo da tabela. Russell parou duas voltas depois para colocar duros no que pareciam ser as únicas paragens da Mercedes.

Seis voltas depois, Hamilton tentou passar Pérez, mas o mexicano queimou a travagem e quase tocava no Mercedes do britânico. A luta entre Pérez e Hamilton era quente, mas durou apenas uma volta. Naquele momento, Sebastian Vettel entrou em pista depois de troca de pneus e fez perder mais algum tempo a Hamilton. Um par de voltas depois, Russell passou por Pérez, na mesma altura em que Hamilton ganhava tempo a Verstappen.

Com quarenta voltas completadas, tínhamos Verstappen na frente (que ainda tinha de parar), Leclerc em segundo (ainda com mais uma paragem para cumprir), mas a perder tempo para Hamilton, Russell, Pérez, Sainz, Norris, Alonso, Ocon e Tsunoda. Os pneus duros surpreendiam e permitiam um ritmo superior ao esperado e a corrida parecia começar a cair para o lado da Mercedes.

Pouco depois, Tsunoda ficou parado logo a seguir a uma troca de pneus, com uma suposta roda solta, apesar da equipa dizer que estava tudo bem, num momento confuso. Charles Leclerc parou na volta 46 para colocar pneus duros. Yuki Tsunoda voltou a ficar parado em pista com o que parecia ser um problema de diferencial, o que provocou um Safety Car Virtual com a entrada nas boxes de Verstappen (que colocou duros), Hamilton (médios) e Russell (médios). 

Verstappen estava com pneus duros em primeiro, com Hamilton em segundo (a 12 segundos do Red Bull) e Russell em terceiro, ambos com médios. Leclerc e Pérez completavam o top 5. Mais atrás, Ocon estava em sexto, com Sainz por perto e a batalha pelo oitavo lugar entre Norris e Alonso era a mais intensa no meio do pelotão. 

Na volta 56, Valtteri Bottas apareceu parado na reta da meta, com o Safety Car. Nesse momento, Sainz e Ocon estavam em luta e o espanhol passou o francês, mas com bandeiras amarelas, o que ainda não foi decidido pela FIA se merece penalização ou não. O piloto da Ferrari acabaria por ser penalizado em 5 segundos por um “unsafe release” numa das suas paragens na box. No Safety Car, Verstappen entrou para colocar macios (tal como Leclerc). Mercedes também fez entrar Russell para colocar macios, mas Hamilton ficou em pista (num remake do que aconteceu em Abu Dhabi no ano passado). Nesta fase tínhamos Hamilton na frente (médios), seguido de Verstappen (macios), Russell (macios), Leclerc (macios), Pérez (Médios). 

Na volta 60 o Safety Car entrou para as boxes e no recomeço, Verstappen passou para frente logo na primeira curva, com Hamilton a contentar-se com o segundo posto, Russell em terceiro e Leclerc em quarto. O piloto da Red Bull afastou-se de Hamilton e na primeira volta ganhou quase 2 segundos. 

Com Hamilton fora de combate, sem pneus para isso, viu passar George Russell por si, explodindo no rádio dizendo que a equipa o tramou. Hamilton ficava à mercê de Leclerc, que passou pelo #44 na segunda tentativa. 

O top 4 estava definido, mas o top 5 ainda iria sofrer mudanças, com Carlos Sainz a ser penalizado. O espanhol tentou afastar-se da concorrência, mas o pelotão estava ainda demasiado compacto para não perder posições e acabou por cair para oitavo, mesmo depois de uma luta acesa com Pérez.

A bandeira de xadrez foi mostrada pouco depois e Max Verstappen fez a festa perante o seu público, uma vitória que valoriza o talento do piloto, a valia do carro e a inteligência  da estratégia da Red Bull. Em segundo lugar George Russell que beneficiou da melhor estratégia no final e Charles Leclerc que conseguiu um resultado positivo, mesmo após vermos a Ferrari cometer mais erros durante a prova. 

Zandvoort deu-nos um bom espetáculo, mas mais uma vez foi a Red Bull e Max Verstappen a destacarem-se. Uma superioridade cada vez maior.

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