Terminou em beleza o Vodafone Rally de Portugal com lutas até aos derradeiros metros pela vitória, pleo pódio e no WRC2. Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota Gr Yaris Rally1) vence a PowerStage e o Rali de Portugal, com um triunfo que cada vez te menos de surpreendente. Apesar de abrir a estrada na sexta-feira, tudo o jovem finlandês ultrapassou, veio de trás para a frente e esteve imperial neste último dia. Para que se perceba a confiança deste jovem, venceu facilmente a Power Stage e triunfa pela terceira vez seguida no WRC, Suécia, Croácia e agora Portugal. Temos Campeão?
Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota Gr Yaris Rally1) fizeram um grande rali, mas que nao chegou para Rovanpera. Tão simples quanto isso. Liderou enquanto pode, fez o que tinha a fazer, simplesmente Rovanpera é neste momento inalcançável para qualquer outro piloto de ralis do mundo.
Grande luta também pelo terceiro lugar, com Dani Sordo/Candido Carrera (Hyundai I20 N Rally1) a bater Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota Gr Yaris Rally1) na Power Stage e a converter um atraso de 2.2s numa avanço de 2.1s, dando à Hyundai um saboroso e merecido pódio, pelo trabalho que a equipa tem feito para recuperar o atraso competitivo que tem.
Para Takamoto Katsuta, uma desilusão, mas a certeza que está cada vez mais perto de conseguir pódios na carreira, pois tem feito uma grande evolução. A Toyota esteve muito perto de conseguir colocar três carros no pódio o que já não consegue desde o Rali da Alemanha de 2019, quando Tanaka venceu na frente de Kris Meeke e Jari-Matti Latvala.
Quinto lugar para Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai I20 N Rally1), uma dupla que merecia mais. E merecia também que a equipa lhe desse um carro mais resistente. Desta feita, estava em segundo da geral perto do final do 1º dia, quando mais um problema mecânico, desta vez transmissão, atiraram-no para o sétimo lugar, a quase dois minutos da frente, quando estava a 7.0s de elfyn Evans, líder na altura.
Sexto lugar para Ott Tänak/Martin Järveoja (Hyundai I20 N Rally1). Era segundo da geral em Góis 2, mas tiveram azar duas vezes em troços sucessivos; um pneu saiu da jante do seu Hyundai i20 N Rally1 na PE6 antes de um furo lento na retaguarda esquerda na PES7. Perderam mais de três minutos, e ficaram com o resultado totalmente condicionado.
Pierre-Louis Loubet/vincent Landais (Ford Puma Rally1) repetiram o sétimo lugar da Estónio no ano passado, o seu melhor até agora, mas aqui em Portugal mostraram um andamento que ainda não tinham evidenciado. Chegou a ser quarto classificado no 1º dia, terminou-o em 6º mas depois um erro aqui e ali não lhe permitiu fazer melhor. Está a crescer muito mais este ano do que o fez no ano passado.
Craig Breen/Paul Nagle (Ford Puma Rally1) terminaram em oitavo tiveram vários problemas, mas globalmente fez dos piores ralis que já lhe vimos dos tempos mais recentes. Apagado, sem chama. No 1º dia teve alguns problemas, no segundo queixou-se das escolhas de pneus que fez, notou-se muito o facto de não vir a este rali desde 2018. Terá feito uma grande diferença.
A fechar o top 10 ficaram Adrien Fourmaux/Alexandre Coria (Ford Puma Rally1) que cumpriram a ‘obrigação’ de terminar a prova. Mas algo tem de mudar no francês, pois não pode terminar um rali sem grandes problemas a oito minutos do vencedor. Isso era nos anos 70 e 80.
Yohan Rossel/Valentin Sarreaud (Citroen C3 Rally2) aproveitou a ‘borla’ dada por Teemu Suninen no último troço e venceu o WRC2, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia Evo Rally2) venceram mais uma vez o ‘título’ de Melhor Portugues’ no Rali de Portugal, batendo Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai I20 N Rallly2) por 32.5s.
Depois do abandono de ontem, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2) regressaram hoje e terminaram em terceiro entre os portugueses em prova.










