Um dos pontos interessantes desta prova é que, tendo em conta a rapidez dos troços, e a natural menor utilização dos travões, pensava-se que com o novo sistema híbrido a precisar de ‘regeneração’, esta fosse uma prova com bem menos ‘ativação’ do ‘boost’ híbrido, mas a verdade é que os pilotos confessaram que continuam a utilizar muito o sistema, ainda que estejam com algumas dificuldades devido à forma como se guia na neve.
Esta prova tem muitas curvas de 90 graus, com grandes retas depois, o que leva a boas travagens, e à utilização do boost, depois, para quem consegue uma regeneração válida, mas todos têm estado a passar por alguns problemas, pois pilotar na neve requer muito ‘cross pedal’ (acelerar e travar momentaneamente em simultâneo) e como se sabe as regras não permitem regenerar nessa altura, pois quando se trava a determinada percentagem (a regeneração só é válida se a pressão sobre os travões for superior a 5 bar e o acelerador for inferior a 30%), e o evento de regeneração é interrompido e tem de recomeçar.
Esta interrupção do ‘boost’ elétrico ocorre quando o piloto liberta o acelerador, carrega no travão e ainda quando é atingida a carga mínima, a energia máxima por troço foi consumida, atingiu-se o número máximo de regenerações permitido ou a temperatura máxima da bateria é atingida.
Após interrupção, o ‘boost’ só é possível se a carga da bateria for ainda >80% ou após existir uma nova regeneração válida. Após cada regeneração válida, pode ser utilizado um ‘boost’ híbrido assim que o piloto carregar no pedal do acelerador. Quando a carga da bateria é >80%, é obrigatório um ‘boost’.
Como se percebe, há muito para os pilotos aprenderem e se adaptarem.








